UMA VISÃO DIREITA

 

 

 

 

 

 

 

 

Caros leitores,

Aproveito esta primeira crónica no Global News para transmitir o prazer que é estar em contacto com os leitores semanalmente, dando a conhecer aquilo que penso sobre a actualidade portuguesa e internacional. Até admito que por vezes possa não ter a visão mais correta. Mas apenas posso dar a certeza que será a minha visão, dada com lealdade e fiel aos meus princípios e valores. Será uma visão dada com a humildade de quem sabe que não é dono da verdade, mas também de quem pensa que pode dar algum contributo para uma reflexão séria.

E permitam-me que  inicie a minha reflexão sobre Portugal e sobre o estado da nação. O caminho que seguíamos há um ano atrás e o caminho que hoje pisamos. A situação em que estávamos e a luz que hoje encontramos…

É sobejamente conhecido que há um ano atrás estava o País a um passo do precipício, da bancarrota. Para além disso, diga-se em abono da verdade, recorde-se a vergonha porque passava o nosso orgulho português, quando eramos apelidados de povo preguiçoso, que vivia à custa dos outros e que não gostava de trabalhar. A vergonha de sermos apelidados de trapaceiros e irresponsáveis.

Acresce que, quem nos emprestava o dinheiro fazia-o a taxas de juro enormíssimos em face do risco de não pagamento, porque não nos consideravam um povo capaz de cumprir com os seus compromissos..

Eramos tal e qual a Grécia.

Era este o panorama com que nos debatíamos.

E hoje? O que está diferente?

Muita coisa. Mesmo muita coisa e começando desde logo pelo orgulho nacional.

Qual o Português que não gosta de ouvir que somos um País exemplar?
Qual o Português que não gosta de ouvir que somos um País cumpridor?
Qual o Português que não gosta de ouvir que estamos no extremo oposto da Grécia?
Qual o Português que não gosta de ouvir que somos um exemplo para a Europa.

É, é exactamente isto que mudou.

É certo que muita desta mudança se deve a muito esforço e sacrifício dos Portugueses. É certo que tudo isto custou muito a todos nós e que nos saiu e sai do corpo. Mas a pergunta é? Qual era a alternativa depois de termos chegado onde chegamos e termos assinado o programa da troika e por ele nos ser exigido determinadas políticas?

Qual era a alternativa???
Nenhuma.

É e está a ser difícil recuperar a nossa independência. Sem dúvida. Mas pior seria seguir outros caminhos, caminhos muito mais populistas mas que trariam consequências nefastas para Portugal e para o futuro dos Portugueses, mas que estranhamente outros, os da memória curta, apregoam como o caminho da salvação.

Por isso estranho é ouvirmos os socialistas a apregoarem-se como os salvadores da pátria e como os detentores da lâmpada mágica do progresso. Estranho é actualmente falarem como se não tivessem sido os campeões da dívida pública e de terem levado o País a um défice record de 10 %. Estranho é que hoje se atirem com unhas e dentes contra o programa da troika quando o mesmo foi negociado e assinado por esse mesmo partido socialista.

E são exatamente estas falhas de memória que não podemos deixar passar em claro, porque eu quero que o meu País volte a ter a sua independência. Eu quero manter o orgulho de poder dizer que somos um exemplo de nação. Eu quero cantar o Hino de Portugal e encher o peito para dizer “conseguimos. Custou mas valeu a pena. Nação valente e Imortal”.

Mas também quero poder dizer aos meus filhos que não mais voltarão a passar por uma situação como esta.
Para isso é preciso seguir um caminho. E esse caminho tem um outro modelo de sociedade que não aquele que vivemos e que se foi construindo ao longo de 37 anos.

Para isso precisamos de ultrapassar este momento difícil e mudar. Mudar a sociedade em que vivemos e o seu paradigma, porque aquela que foi montada já mostrou o seu fracasso. Uma sociedade montada no Estado e só com Estado, dá nisto.

Se não reconhecermos isso… Se houver quem queira voltar aos velhos tempos, então de nada valerá os nossos sacrifícios.

Essa é que é a verdade!

Rui Barreira
(escreve às quintas-feiras)

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