UMA VISÃO DIREITA: Socialismo

Caro leitor,

Aproximam-se a passos largos as eleições europeias. Aproximam-se a passos largos decisões que os portugueses terão que tomar.

Começam a aparecer os primeiros outdoors, nomeadamente do Partido Socialista, que os começa por distribuir pelo País com a palavra “MUDANÇA” e com o símbolo do partido.

E a minha primeira pergunta é: “que mudança?”.

Eu sei que ao longo dos tempos António José Seguro vem mudando a sua forma de fazer política. A sobrevivência política do secretário geral do PS dentro do seu próprio partido, levaram-no a modificar as suas “convicções” muitas vezes.

Quem não se lembra de António José Seguro à entrada de uma reunião nacional do seu partido afirmar que não era “pressionável”, quando todo o partido lhe pedia uma moção de censura, e depois de tomar a palavra na reunião anunciar a tal moção de censura, perante os seus correligionários, quando o mesmo havia afirmado recentemente que esse não seria o caminho?

Mas António José Seguro e o PS apresentam o slogan “MUDANÇA” para estas eleições europeias, talvez inspirado pelo seu correligionário francês de partido, Monsieur François Hollande, qual musa inspiradora de António José Seguro. Hollande era a esperança, a mudança, o ciclo do crescimento, o fim do desemprego, da austeridade, do aumento de impostos, do regresso à boa vida de gastar sem se preocupar com o futuro. Merkel teria então um adversário à altura e que lhe bateria o pé.

Seguro deslocou-se a França para assistir a comícios de Monsieur François Hollande, o anunciado “messias” da política europeia.

Mas eis que Monsieur François Hollande ganha as eleições e tem de se confrontar com a realidade. Depois de meia dúzia de medidas popularuchas, para inglês ver e que em nada resolvem os problemas do País e que muitos dos utilizadores das redes sociais apontaram como exemplo, sem sequer tratar de saber as diferenças entre o nosso País e França, eis que Hollande é vencido pela realidade.

A realidade que não pode permitir que um País gaste mais do que o que produz. A realidade de que o Estado não pode nem deve estar em todo lado, porque não é sustentável sem elevadíssimos impostos. Enfim, a realidade europeia.

E Hollande foi obrigado a dar a mão à palmatória. Mas, depois de uma retumbante derrota nas eleições autárquicas francesas, eis que Hollande aparece com nova mudança. Afinal vai baixar impostos.

E é assim. A musa inspiradora de Seguro desapareceu. Hoje ninguém pergunta a António José Seguro o que acha de Monsieur François Hollande e da sua política. Hoje ninguém lhe pergunta porque é seu seguidor.

E hoje deviam fazê-lo mais que nunca. Porque Seguro segue-lhe os passos. Ignorando completamente que foi o seu partido que nos levou à bancarrota. Fazendo de conta que não existe um memorando com uma troika, assinado pelo Governo do partido que lidera, e da qual ele era parlamentar, relembre-se.

Começaram as promessas de tudo para todos. E mais. Faz aquilo que um político responsável não pode fazer. Tentar entalar o País à custa de benefícios partidários.

Seguro diz que Portugal tem de sair do programa de ajustamento à Irlandesa, sem programa cautelar. Que se Portugal subscrever o programa cautelar, será o assumir do fracasso do Governo nas suas políticas.

Mas não será este mesmo António José Seguro que afirmou que “Se a Europa empurrar Portugal para uma saída limpa não está a ser solidária”?

(http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/seguro_se_a_europa_empurrar_portugal_para_uma_saida_limpa_nao_esta_a_ser_solidaria.html). É o mesmo, não é?

Pois é. Mas também é o mesmo que apregoava o fracasso de Portugal, porque ia recorrer a um segundo resgate. Mas também é o mesmo que apregoava que Portugal teria um défice de 6% e que por isso seria um fracasso. E também é o mesmo que apregoou que a venda de dívida pública a 4,5% era um fracasso, quando no tempo do governo do seu partido se pagavam a 6,75% e a 7%.

Enfim, Seguro anda sem Rei nem Roque. É o mesmo que se atira contra os milhões consumidos pelo BPN, quando a nacionalização foi decidida pelo seu partido e com a afirmação de que não teria qualquer impacto significativo nas contas públicas e já lá vão oito mil milhões.

Enfim, o Partido Socialista começou novamente o circo eleitoral. Muito me espanta que não contratem aquele que considero o rei das ilusões, o mágico Luís de Matos, para anteceder Seguro e Francisco Assis na sua campanha.

Pedro Silva Pereira, Ministro de peso no Governo de Sócrates tem lugar na lista de deputados europeus. A máquina socrática e socialista está no terreno.

Para vender mais ilusões e querer mostrar ao País que não estamos no caminho certo, que é o do crescimento sustentável, baseados nas empresas e criação de riqueza, ao invés de balanceado em obras de sustentabilidade negativa e que apenas serviam os interesses de alguns “poetas”.

Mudança? Para quê? Para o que tínhamos, novamente? Para que possamos gastar e as próximas gerações pagarem e lhe hipotequemos o futuro?

Não. Não quero essa mudança. Não quero que os meus filhos tenham de passar por uma nova troika. Sofremos hoje todos, mas a bem de um objetivo comum: a de que os nossos filhos vivam num País que lhes dá oportunidades porque tem empresas, porque tem empreendedores, porque tem conhecimento, porque cria riqueza, porque produz para si e para vender para o mundo e não num País onde temos obras faraónicas para pagar, sem qualquer necessidade e onde a palavra subsídio é adorada e glorificada por muitos que não querem trabalhar e apenas aproveitar-se do sistema, como acontecia.

É momento de escolhermos qual o futuro que queremos. Se um futuro que se prepara com cabeça, tronco e membros ou um futuro para amanhã, sem qualquer visão.

Como disse Margaret Thatcher ““O socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros”. E não é que ele acabou?

Até para a semana.

Rui Barreira

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