UMA VISÃO DIREITA: Os TRIPLE AAA da bancarrota portuguesa e os tordos…

Caro leitor,

Hoje proponho-me escrever sobre algumas coisas que verdadeiramente me preocupam e me surpreendem, sobre algumas coisas que verdadeiramente deveriam preocupar todos os portugueses e os deveriam surpreender e sobre algo que nem quero acreditar que possa ser verdade.

Uma delas é a de que Portugal e os portugueses ainda são capazes de acreditar ou de ouvir aqueles que foram capazes de nos desgraçar e de levar à bancarrota. E é por aqui que começarei.

Confesso-vos que tinha outros assuntos na minha cabeça para escrever nesta minha crónica, mas depois de ouvir a intervenção de Pedro Silva Pereira, admito que me deu uma volta no estômago e que tive de desabafar nesta minha crónica.

Ouvir um dos coveiros da era Sócrates, como Pedro Silva Pereira, apelidar o ajustamento como “uma ilusão e um frágil castelo de areia”, ouvir a mentira de que o aumento das exportações se deve em 60% aos combustíveis e “apenas” porque existiu um investimento realizado pelo Governo anterior em Sines, que pelos vistos agora é o único culpado destes resultados positivos, realmente ultrapassa todos os limites da vergonha e da capacidade de se poder insultar quem tem posto muito do seu esforço na recuperação de uma nação estraçalhada por irresponsáveis incompetentes. 

E ouvir este senhor falar em insulto à inteligência dos portugueses, confesso que me deixa preocupado. Preocupado a pensar que esta gente diz isto como se não tivesse havido ontem e por saber que há quem ainda vá na sua música. Preocupado por saber que a linha Sócrates ainda se mantém firme e com força para poder afirmar o que afirmou em plena casa da democracia para gáudio de toda a bancada socialista

E é por isso que fico surpreendido. Surpreendido, porque ainda vejo muita gente a defender os TRIPLE AAA da Bancarrota portuguesa (ou não tivesse sido o PS a  levar o FMI a entrar três vezes no nosso País).

Sim, meu caro leitor, porque foi o  Partido  Socialista que nos levou a esta situação. Lembremos, relembremos e voltemos a relembrar, por mais que muitos amigos socialistas me digam que este discurso já cansa. Sim, cansa porque  até eles sabem que é verdade. Cansa, porque sentem hoje na pele todos os ajustamentos e preferem acreditar que os culpados são os bombeiros e não os incendiários.

Cansa e eu até sei que cansa. Mas mais cansados ficaremos se deixarmos os “pirotécnicos” voltarem ao local onde hoje já começam a crescer árvores.

E é assim, meus amigos. Enquanto eu tiver que me preocupar com o futuro, terão que me ouvir dizer isto vezes sem conta, porque já não suporto mais ouvir ou ver escrito que só aquilo que é conotado com esquerda é que é amigo dos trabalhadores, da economia, do social, etc,. Enfim, de que só a esquerda é capaz de gerar melhores condições de vida para os portugueses.

Como se ser de direita e defender uma outra sociedade, que não uma sociedade com muito  Estado e grande  Estado, seja estar a favor dos grandes grupos económicos e do “grande capita”. Como se defender a iniciativa privada e menos  Estado,seja estar contra os trabalhadores e a favor de baixos salários.

Chega destas mentiras e destes estigmas. Baste de nos encherem com sites  (ou certos?)  preconceitos. 

Os TRIPLE AAA da bancarrota portuguesa têm um nome e um sentido. Partido  Socialista e esquerda portuguesa. 

Mas deixem-me falar também sobre algo que julgo inacreditável e que verdadeiramente demonstra bem como tenho razão em ficar preocupado. A novela Fernando Tordo, sua ida para o Brasil, a troca de cartas pública e a forma como muitos a veem na sociedade portuguesa.

E porquê? Porque a demagogia atinge níveis elevadíssimos e que até leva a afirmar que é um homem com 65 anos de vida e 50 de carreira, com uma reforma de duzentos e poucos euros, “mais uma pequena reforma da Sociedade Portuguesa de Autores”.

Mas que queria Fernando Tordo? Uma reforma dourada de 5.000 ou 10.000 euros? E o que querem muitos dos que apontam ao dedo à reforma baixa de Fernando Tordo? Que o Estado lhe pagasse o salário mínimo? 

É isto que verdadeiramente me preocupa e surpreende. Tordo não descontou para a segurança social, nem geriu a sua carreira contributiva durante os tempos em que ganhou dinheiro.

Tordo teve uma boa vida e só nos últimos 5 anos teve ajustes diretos de estruturas do  Estado para a empresa da qual é o único sócio gerente no valor de 200 mil euros. Tordo não quis precaver a sua velhice com o que ganhou, mas quer que nós todos lhe paguemos uma vida condigna com aquilo que ele acha que merece? 

E o que me surpreende é que ainda há muito quem o defenda, como se aqui tivesse uma vida desgraçada. Foram as esquerdas e os sindicatos.

Até a CTGP-IN apresentou Tordo como um exemplo de que os aposentados “sentiram uma quebra muito grande nos rendimentos, o que obriga muitos a irem viver com os filhos no estrangeiro, onde podem ter acesso a melhores cuidados”. 

Melhores cuidados? De Saúde e de Segurança Social? No Brasil?

Só podem estar a brincar comigo. 

Como se diz na minha terra: “caiem como tordos”

É por tudo isto que eu ainda quero acreditar que há para aí uma maioria silenciosa de portugueses que sabe bem o que quer para o seu País. Sabe o que sofre, o que custa todos os dias e que não quer andar para trás novamente. Que não se deixa alimentar por ilusões e demagogias. E que, acima de tudo, defende o seu País.

A bem de todos nós… 

Para que não me surpreenda e me deixe de preocupar!

Até para a semana,

Rui Barreira

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