Uma Visão Direita: “o embuste da perda das eleições por parte da coligação é tentativa de emitir um certificado de imbecilidade aos portugueses”

Rui Barreira escreve mais uma vez para o Global News

Caro leitor,

Escrevo estas minhas linhas no dia em que toma posse o novo Governo de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas sem que saibamos o futuro próximo deste mesmo Governo.

Não vou falar em quem ganhou as eleições nem em quem perdeu, porque os leitores são suficientemente capazes de perceber que o embuste da perda das  eleições por parte da coligação Portugal à Frente que nos tentam vender, não passa da tentativa de emitir um certificado de imbecilidade aos portugueses que, no que me toca, assumo, mexe comigo. E mexe comigo porque sempre odiei que me tentassem fazer de imbecil. Desculpem mas quem não se sente, não é filho de boa gente. E  ao ouvir PCP e BE falar em derrota e o PS a falar em mudança de Governo, pretendida pela maioria dos portugueses, confesso que sinto que me querem fazer de imbecil. E  isso não aceito.

Não aceito porque nasci com um conjunto de valores que não me permitem arranjar desculpas para derrotas eleitorais e para ter a hombridade e dignidade de as aceitar.

Assim o fiz quando perdi eleições para Associações de estudantes ou quando perdi as eleições internas no partido de que sou militante. Assumi a derrota e disponibilizei-me para ajudar os vencedores, porque foram a escolha da maioria, ainda que simples.

Foi assim que fui ensinado. É assim que entendo uma eleição. Quem não esta para ajudar, não tem legitimidade moral para ser candidato.

Este comportamento relembra-me comportamentos de alguns líderes sul-americanos muito amigos de José Sócrates e adorados por Jerónimo de Sousa e Catarina Martins. Fosse o líder do CDS a fazer isto e onde ele já estaria.

Mas isto é o que penso. Mas apesar de ser o que penso, também confesso que já a minha maior preocupação. A minha maior preocupação é que vejo socialistas completamente rendidos aos Trotskistas do Bloco e aos Marxistas-Leninistas do PCP, porque sem eles o sonho de poder  cai pela base. Eles, socialistas, que até mudaram de líder para que a vitoria nas eleições legislativas e o retorno ao poder fosse uma certeza. E o facto de se encontrarem completamente entregues a um bloco “SYRIZISTA” apenas os reconduzirá a comportamentos de destruição de tudo o que conseguimos até hoje.

A melhor imagem daquilo que nos poderá acontecer está na Grécia. Seis meses apenas de um lunático que agora se cobra à razão de 60.000€ por sessão de esclarecimento para ludibriar os mais incautos (apesar de apontar o dedo ao capitalismo. Se o Prof Marcelo cobrasse metade por sessão o que diria Catarina!!!!), levaram os Gregos a ver as suas contas  bancarias congeladas, a sair de casa para filas de multibanco de forma a levantar o seu dinheiro à razão de 60€ ao dia e em caso destas ainda possuírem dinheiro. E os idosos/reformados Gregos para as filas dos bancos, todos ao molho, para poderem levantar 120 € por semana, no máximo, dinheiro esse que é o da sua reforma, da sua pensão para os seus medicamentos e para o seu dia a dia. Isto foi o ídolo de Catarina Martins conseguiu e que se preparam para tentar fazer em Portugal.

Que em Portugal nos borrifemos com princípios e valores fundamentais  de uma sociedade, a coisa já é grave. Que em Portugal se permita que entrem pela nossa casa dentro, determinados atores políticos sem qualquer vergonha, defendendo a legitimidade política de um eventual primeiro-ministro (dizem da esquerda) que a maioria dos portugueses disse nas urnas que não queria, a coisa também é grave.

Agora verificar que a maioria das pessoas vê esta  situação como uma luta esquerda-direita, como se tratasse de um jogo de futebol em que estamos à espera  do resultado final, para podermos gozar com o outro que perde, é algo que é  mais do que extremamente grave e é altamente inflamável e perigoso para a estabilidade de Portugal.

É a nossa vida  que esta em jogo. É o nosso futuro. É o desenvolvimento da economia. É a recuperação do emprego. É a descida do desemprego. É o financiamento externo necessário do nosso País. É a recuperação sustentada dos rendimentos das famílias. É a captação do investimento. É a recuperação da capacidade das empresas. A subida das exportações. A criação de riqueza. Etc. Etc.

O caminho para um novo resgate começa com a degradação de um Governo, que a esquerda quer impor. Não porque têm uma comunhão de propostas, mas antes porque têm uma comunhão de ódio à direita e falta de vergonha para aceitar a decisão democrática dos portugueses. Já vemos as instituições financeiras que nos financiam a dar instruções para que se fuja da compra de dívida pública portuguesa. Já vemos os alertas.

Eu acho que vi este filme há 8 meses numa Grécia qualquer…

Boa sorte Portugal…

Rui Barreira

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