Uma Visão Direita: Abandono do Porto da Liga dos Campeões

 

FC Porto beats FC Bayern Munich 3-1 for the Round of 8 of UEFA Champions League

Caro leitor,

E esta semana que volto a escrever, depois de uma pequena cirurgia de correção de visão que me impediu de o fazer normalmente, terei que fazê-lo naturalmente sobre o abandono do Porto da Liga dos Campeões. É, hoje à noite não me apetece falar sobre o Porto (escrevo a seguir ao jogo), mas também não sei falar mais nada para além do jogo.

O Porto encontrou aquela que é, provavelmente, a melhor equipa do mundo no sorteio da Liga dos Campeões. O Bayern de Munique, recheado com inúmeros campeões do mundo e aquele que considero o melhor treinador do mundo, caiu no Dragão, ante um Porto inteligente, esforçado, duro e taticamente irrepreensível, auxiliado por 50 mil almas azuis e brancas. Mas logo aí avisou que faltavam um jogo e que esses 90 minutos seriam a doer.

O Porto sabia das grandes dificuldades que enfrentaria. Mas levava doses de confiança e de otimismo que fazem muito bem neste momento. Bem como conseguiu testar e utilizar uma boa forma de conseguir parar um pouco a máquina alemã, como havia conseguido na primeira mão.

Mas Lopetegui entendeu dar uma de “tradicional treinador português” a que nos vem habituando em alguns grandes jogos e resolveu inventar. Se o jogo tinha extrema dificuldade, Lopetegui resolveu acrescentar dose extra, com a introdução do defesa central Reyes a defesa lateral direito. Reyes não joga sequer a central. Mas qual inventor da última leva, entendeu que alguém sem qualquer rotina de jogo poderia travar as máquinas alemãs.

Obviamente deu-se mal. E deu-se mal porque para além de introduzir esta novidade, alterou taticamente toda a equipa, tendo junto todas as linhas de jogo, defendendo no último reduto, sem fazer a pressão alta que tantas situações complicadas acarretaram ao Bayern no Dragão.

E aqui, claramente Lopetegui foi o elo destabilizador.

Significa isto que o Porto teria passado a eliminatória? Não, claro que não teria. Mas teria significado, seguramente, um jogo diferente, em que o Porto poderia ter discutido a eliminatória e não ter sido trucidado pela equipa alemã e pela extraordinária inteligência de Guardiola que “encomendou” o ataque pelo elo mais fraco da defesa do Porto.

E digo-o agora, como o afirmei mal tomei conhecimento da equipa. Logo nesse momento previ que a coisa não ia correr bem e disse-o. Ainda houve quem defendesse Lopetegui, até ao momento em que troca Reyes por Ricardo, numa clara manobra de dar a mão à palmatória. Mas já era tarde e já não havia nada a fazer. Lopetegui arruinou a casa, que já por si tem alguns alicerces de segunda.

Começando pelo guarda-redes, que não tem a mínima categoria para defender a equipa do Porto, quanto mais para ser jogador duma fase tão adiantada da Liga dos Campeões. Provou mais uma vez que não acrescenta nada à equipa e que não é ele um dos incentivadores para que as coisas não corram como devem. Já o foi assim o ano passado em Sevilha, em que o Porto perdeu por quatro. E voltou a ser ontem.

Alguns outros pormenores poderia e deveria explanar aqui sobre esta equipa do Porto e sobre o treinador Lopetegui. Mas pareceria dor de derrota grande e sangue quente e por isso me vou abster de continuar esta minha crónica.

Certo é que o Porto ficou pelo caminho. E ficou merecidamente, perante uma super-equipa que não falhou nos momentos corretos.

Sempre o disse: quem joga para não perder, acaba arrasado e bem arrasado.

Assim sempre foi. Assim sempre será. E só não vê isto, quem anda há bem pouco tempo no futebol. Lopetegui ainda não aprendeu. E espero que não tenha ideias semelhantes para Domingo…

Quanto ao resto, acabamos de tomar conhecimento das propostas PS.

Para a semana tocarei nessa pólvora. Agora é hora de cuidar a ferida…

Até para a semana.

Rui Barreira

Rui Barreira
Rui Barreira

 

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