Uma Visão Direita: “A vida Costa”

António Costa - Foto: rtppt / Foter.com / CC BY-NC-ND
António Costa – Foto: rtppt / Foter.com / CC BY-NC-ND

Caro Leitor,

Neste final de semana ficamos a saber os últimos resultados estatísticos de uma sondagem para a SIC, Expresso relativamente às próximas eleições legislativas. E essa mesma sondagem apresentava o Partido Socialista na frente com cerca de 37,5% das preferências dos inquiridos e a Coligação PSD/CDS com 35% dessas mesmas preferências, sendo certo que a margem de erro desta sondagem se cifra em 2,5%, o que representa um empate técnico na sondagem para escolha de quem ganhará as próximas legislativas.

Recordo esta sondagem, porque se a minha memória não me atraiçoa, foi pelo facto do PS ter ganho as eleições europeias por apenas 3,8% face à coligação PSD/CDS (31,5% vs 27,7%) que António Costa entendeu que era altura de deitar a casa abaixo e tentar o assalto ao poder do PS. Marco Perestrelo, uma das pedras de António Costa, acusava o então Secretário Geral do PS António José Seguro de não conseguir fazer o PS descolar da maioria do Governo, acusando que o resultado das eleições europeias foi ainda pior do que as sondagens divulgadas até então e que davam o PS seguro na frente.

Eis que António Costa despeja do poder António José Seguro e se apresenta como o salvador da pátria perante a máquina socialista. Reune à sua volta toda a máquina Socrática. Desde ex-presidente das Federações Distritais, aos dinossauros que tiveram que sair das Cãmaras Municipais pelo limite de mandatos. Costa apresenta-se à maquina socialista como aquele que lhes poderá devolver o poder e apresenta a sua nova equipa, ente eles: Ferro Rodrigues a líder parlamentar. Os históricos como seus mais valiosos apoiantes, entre eles Alfredo Barroso, Manuel Alegre  e Mário Soares. Todos os ex-ministros de Sócrates. Pedro Silva Pereira, ex-ministro da presidência no governo de Sócrates.  Jorge Lacão, ex-ministro dos Assuntos Parlamentares no governo de Sócrates. Augusto Santos Silva, ex-ministro da Defesa Nacional no governo de Sócrates. José Vieira da Silva, ex-ministro da Economia, Inovação e Desenvolvimento no governo de Sócrates. E tantos, tantos outros.

E, claro, o próprio Engenheiro José Sócrates que também apoiava António Costa.
E de repente, aqueles que todos conhecemos como os principais construtores do buraco financeiro e económico português, aí estão de novo como se nada tivesse passado. Na linha da frente, atirando em tudo o que mexe e, pasme-se, falando em dívida pública.

E conseguimos ver Antonio Costa dizer que consegue diminuir a dívida pública da Câmara de Lisboa, quando sabe que essa diminuição se deve ao pagamento do Estado Central de 286 milhões de euros relativos aos terrenos do aeroporto, de uma acção em Tribunal interposta em……… 1989 e que, mesmo assim, a dívida ainda aumentou. Realmente, vale tudo.

Mas António Costa hoje, se fosse coerente, também ele deveria pedir desculpas a António José Seguro e aos demais socialistas a quem acusou de não serem capazes de se apresentarem como os salvadores da pátria perante o País. E logo a Seguro, que até se tinha desmarcado de José Sócrates.
Antônio Costa acusou mesmo Seguro de não ter propostas para o País e de não ter um programa de Governo para apresentar em alternativa ao da maioria PSD/CDS. António Costa acusou Seguro de não ser combativo na oposição. António Costa foi capaz de tudo e é mais alguma coisa. E hoje é vê-lo sem propostas para futuro. É vê-lo sem um único pensamento sobre as grandes opções de Portugal para o futuro.

Costa é capaz e dizer que este Governo está subjugado a Alemanha e ao mesmo tempo apresentar como justificação que não apresenta propostas para o País porque primeiramente teremos de negociar com os parceiros europeus.
Facílimo e perceber, não é?

Mas eis que vemos Costa a assumir que o País está realmente melhor do que há quatro anos, perante uma plateia de investidores chineses. Costa tinha caído na realidade? Não. Afinal queria dizer aquilo perante os investidores mas não acha que seja verdade, como se os investidores que ali estiveram não soubessem ler o que agora Costa diz desses mesmos investidores em Portugal e que se traduz no seguinte: ” eu só os quis enganar. Portugal é um caos e vocês investiram em Portugal e fizeram bem, apesar dos vossos investimentos estarem todos a falir, porque Portugal é o pântano”. É isto que Costa quer que acreditemos.

Mas também li e reli muito daquilo que foi dito pelos Seguristas em relação a António Costa e aos seus apoiantes. Não falarei aqui das qualificações que fizeram a Costa, mas falarei, isso sim, daquilo que diziam que fariam se António Costa ganhasse. Desde rasgar cartões, a desfiliações, a terminar pelo “com Costa nunca”. E eis que muitos dos que li e reli a dizer isto, principalmente nas redes sociais, estão de corpo e alma com o líder socialista, prontos para enfrentar qualquer adversário, em prol de uma suposta vitória socialista que salvará o País.

E que engraçado que é verificar que, todos esses, dependem da máquina socialista e que não se importam, agora, de desdizer o que disseram, sem um pingo de vergonha, porque será a única forma de manterem o seu lugarzinho.

Como diria um amigo: “a vida Costa”.

Até para a semana.
Rui Barreira

Rui Barreira
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