UMA VISÃO DIREITA: A irresponsabilidade não tem limites

A irresponsabilidade não tem limites

Hoje trarei aqui um assunto de âmbito não nacional, mas que é perfeitamente elucidativo do que o que determinados partidos políticos pensam do exercício do poder e para que serve esse mesmo poder.

Para quem não sabe, as Câmaras Municipais de Barcelos, Braga, Guimarães e Vila Nova de Famalicão constituíram uma plataforma designada “Quadrilatero Urbano”, tentando assumir-se claramente como a terceira concentração urbana e de conhecimento do país.

Integraram também esta plataforma a Universidade do Minho, o Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal e a Associação Industrial do Minho.

Este Quadrilátero Urbano para a Competitividade constitui para estas quatro Cidades uma oportunidade única para o desenvolvimento de projectos conjuntos para a internacionalização assente na valorização dos seus recursos científicos, tecnológicos, empresariais e culturais de todos no seu conjunto. E o objectivo passava pela concretização de um Programa Estratégico de Cooperação, alavancando as potencialidades da região, o fortalecimento da identidade regional, a captação de novos investidores para a Região, a conquista de novos públicos para as actividades culturais, científicas e económicas promovidas no território e internacionalização económica, cultural e científica, entre outras.

Tudo corria sobre rodas até que somos confrontados com a posição do município de Guimarães que decidiu abandonar a plataforma e todos os seus projectos.

O que aconteceu???

Fim dos financiamentos? Não.

Algum dos parceiros não foi correto? Não.

Já não se justificavam os investimentos? Não.

Atrasos inconcebíveis na dinâmica desta plataforma? Também não.

Segundo o comunicado da Câmara Municipal de Guimarães:

A “forma como foram tratadas no Jornal de Notícias publicado nesta data várias questões relacionadas com o Quadrilatero Urbano, de que fazem parte os Municípios de Guimarães, Braga, Barcelos e Famalicão”, rejeitando “de forma veemente a promiscuidade político-partidária nada inocente com que a notícia foi editada e apresentada ao público leitor”.

“Não servimos interesses espúrios que configuram um certo parasitismo político de todo inqualificável e que nenhum suposto lapso desculpa”.

Ou seja, traduzindo em miúdos, Guimarães abandona uma plataforma desta natureza com base numa notícia de jornal. E perguntará o caríssimo leitor qual terá sido o erro?

Fácil. Num clima de pré-campanha eleitoral o executivo socialista não perdoa o facto do jornal ter publicado uma fotografia do adversário do partido socialista como representante da câmara municipal de Guimarães ao invés de ter colocado a fotografia do próximo candidato socialista e actual Vice-Presidente.

E este é o motivo. Uma notícia de jornal e a campanha eleitoral.

Caro leitor, tire as suas conclusões. Um executivo camarário que é capaz de por em causa investimentos e benefícios para os seus cidadãos em face de uma notícia de jornal é de uma Irresponsabilidade e insensatez que merece aqui a minha referência e o meu repúdio.

E é este tipo de gestão autárquica que tem vindo a ser feita ao longo dos tempos. Para eleições, para exercício do poder, com o benefício das populações em segundo plano.

Este é um exemplo daquilo que não pode e não deve acontecer. Para reflexão…

Até para a semana…

Rui Barreira
(escreve às quintas-feiras)
 

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