UMA VISÃO DIREITA: “A hora da verdade 2…”

 

 

 

 

 

 

 

 

A hora da verdade 2…

Como certamente se recordará o leitor, na semana passada escrevi que esta era a chamada “hora da verdade”. A hora do PS demonstrar onde quer cortar na despesa. A hora do PS demonstrar que medidas concretas defende para o País, para além dos discursos enrolados de António José Seguro. Que seria a hora de concretizar.

Pedro Passos Coelho convidou António José Seguro para uma conversa em que desafiou o Partido Socialista a colaborar nos cortes da despesa e na alteração das atuais funções do Estado.

E eis que a hora da verdade chegou. Chegou e logo se demonstrou aquilo que é e para que serve o Partido Socialista. Que a máquina política e feroz está bem e recomenda-se. Que não se pretende mudar nada, que não se preocupam minimamente com o País e que a demagogia é o seu melhor aliado.

Ao repto lançado pelo Governo, António José Seguro disse não ainda antes de conversar com o 1.º Ministro, sendo certo que no mesmo documento em que comunica a “nega” prévia, ainda tem o topete de afirmar que “a situação de enorme gravidade” é da “exclusiva responsabilidade” do Governo de PSD e CDS-PP.

De realçar ainda a tomada de posição do Partido Socialista ao rejeitar contribuir com qualquer proposta que visasse a diminuição das despesas do Estado.

Necessitamos de esclarecimentos? Nenhuns.

Sabemos o que pensa o Partido Socialista? Claro que sim José Seguro. Sabemos que quer o “caminho do crescimento e do emprego”. Sabemos a cassete e a ladainha. O que ainda não me conseguiu demonstrar foi uma única medida para que isso acontecesse… Uma única…

Conhecem alguma???

Desafio quem quer que seja a demonstrar as medidas de contenção de despesa do Estado e para o crescimento da economia do Partido Socialista. Desafio mesmo…

Diga-se em abono da verdade que se durante três meses a demagogia de François Hollande ainda alimentou os socialistas portugueses, que o apresentavam como o exemplo a seguir, o “salvador da Europa”, agora que o socialista francês anunciou a subida do IVA (que na taxa intermédia foi “apenas” de 3%) “CADÊ” ELES??? como dizem os brasileiros…

Sim, porque enquanto corria a ideia que o Presidente Socialista Francês era o salvador e que faria o milagre da multiplicação do dinheiroenquanto combatia as “benesses” dos políticos (como se cortar vencimentos dos Ministros em 20%, quando estes ganhavam 40.000€ mensais, fizesse cair o Carmo e a Trindade), Seguro pensava que ali tinha o seu Porto (Seguro)… Porém a realidade é nua e crua. E perante a realidade o Presidente Francês cedeu…

Mas Seguro não cede. Não cede porque quer continuar a demagogia barata e porque sabe muito bem que esta é a única forma de captar a atenção de determinado eleitorado, aproveitando-se das suas fragilidades.

E António José Seguro sabe-o. E sabe também que daqui a um ano tem um difícil teste à sua sobrevivência, que é, nada maisnada menos, que as eleições autárquicas. E se uns governam independentemente de eleições ou de resultados eleitorais, outros fazem oposição tendo em vista apenas as eleições e os votos.

Seguro continuará a abanar com os chavões “ever and ever”, pois nada mais sabe fazer. A apropriação do conceito de “Estado Social” por parte do partido socialista , tentando criar a ilusão que este Governo é o “bicho-papão” que o destruirá, é exemplo desse chavão, muito embora a realidade continue a desmenti-lo…

Porque Sr. Secretário Geral do Partido Socialista, nenhum governo que quer destruir o Estado Social consegue ouvir palavras vindas dos principais representantes das instituições de solidariedade social portuguesas, num momento tão complicado como este, como as que se seguem:

“Num momento em que se questionam as funções do Estado, só posso dizer que este é um bom acordo. O ministro Mota Soares e o secretário de Estado, Marco António Costa, revelaram “sensibilidade” para os problemas.” – Manuel de Lemos da União das Misericórdias Portuguesas.

É verdade Sr. António José Seguro, os destruidores do Estado Social, afinal, até nem são tão maus assim, diga lá.

E como efectivamente é hora da verdade, o Governo já sabe com quem contar… e por isso mesmo o Governo aceita que o PS se tenha excluído do processo de redução da despesa em 4 mil milhões de euros e assume a responsabilidade de indicar medidas que somem essa poupança.

Porque, na verdade, quem foi para o gastar “à seja ceguinho”, não seria nunca para o poupar… Ou seria???

Até para a semana…

Rui Barreira
(escreve às quintas-feiras)
 

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