UMA VISÃO DIREITA: A ESPIRAL RECESSIVA

Caro leitor,

Infelizmente tive de me ausentar destas minhas crónicas, por manifesta falta de tempo para poder cumprir semanalmente com aquilo com que me comprometi com o Diretor da Globalnews.pt.

Agora, que acabo de deixar uma das funções que ocupava parte substancial do meu tempo, renovo a minha disponibilidade para cumprir com a minha “obrigação” para com o leitor, tornando público que é um prazer escrever aquilo que penso aqui e receber muitos contributos e críticas via email, como acontecia normalmente.

Posta esta introdução, permitam-me que explore o título desta crónica denominada “A ESPIRAL RECESSIVA”.

É, é verdade. Cada dia que passa, acentua-se a espiral recessiva dos argumentos vertidos pela esquerda portuguesa e, com destaque, pelo Partido Socialista. Portugal aparece agora aos olhos internacionais como um País cumpridor. Um País confiável. Um País e um povo que tem orgulho na sua pátria, na sua nação que cumpre. Um País que vai dar uma lição a todos aqueles que nos queriam transformar em “vigaristas”, daqueles que aceitam tudo para receber o dinheiro emprestado e nominuto seguinte estão a dizer que não pagam, porque querem continuar a ser iguais e para poderem dizer que,afinal, assinaram um acordo, mas que nada têm a ver com eles e que não se revêem no que assinaram.

É, a espiral recessiva do argumento desses partidos é cada vez maior e proporcional à demagogia e falácia que utilizam.

O líder do PS anunciava em fevereiro de 2013, em carta dirigida à Troika, que Portugal  precisava de crescimento económico e de emprego (descobrindo a pólvora, diria eu) e que os dados apontavam para mais “desemprego, menos economia, mais falências e insolvências”. Vaticinava (ou asecreta esperança) que a balança externa, que sempre tinhaevoluído em sentido positivo, já dava “mostras de degradação, que haveria diminuição da procura interna e que as exportações estavam em desaceleração”.

Em julho de 2013 dizia que “manter a política de austeridade é caminho para o abismo” e ainda nesse mesmo mês, bastante animado a pensar num novo Governo, defendia a união “em torno de um futuro governo competente, credível, que mobilize os portugueses e seja capaz de defender os interesses de Portugal, em torno de uma política que aposta no crescimento económico e que aposta no emprego”. Falava ainda no vincar de duas “propostas distintas, duas propostas alternativas para governar Portugal: uma, a proposta do PSD e do CDS, outra, a nossa proposta, a proposta do Partido Socialista”.

E em outubro, na Madeira, entusiasmado pelos resultados autárquicos, apontava os números do défice para 6,4% e dizia que “isto confirma que não está a haver consolidação das contas públicas, que não está a haver equilíbrio das contas públicas”, acrescentando, “não é novidade para nós, nem para os portugueses. Infelizmente, o Governo insiste na mesma receita e a mesma receita vai dar os mesmos resultados, pIobreza, austeridade, sem equilibrar as contas públicas”.

Mas eis que, o mesmo Governo, ainda que remodelado, começa a mostrar os resultados: O desemprego começou a diminuir, estando 3% abaixo das previsões e dos sorrisos dos socialistas e de toda a esquerda demagoga.

As falências abrandaram e a criação de empresas aumentou exponencialmente.

A balança comercial está ,pela primeira vez, em terreno positivo após longas décadas.

Os juros da dívida pública começam a bater recordes de descida e apresentando mesmo a melhor taxa de juro desde agosto de 2010 e com tendência de descida, para sorrisos amarelos da esquerda radical e de quem na oposição se alia à radical, como é o caso do Partido Socialista.

O regresso aos mercados em junho de 2013 começa a dar luz e o défice, o tal que António José Seguro vaticinava como não equilibrado e acima dos 6%, afinal bate nos 4,4% retirando o último dos argumentos ao Partido Socialista e, definitivamente, confirmando a ESPIRAL RECESSIVA dos argumentos falaciosos da esquerda portuguesa.

Aqueles que dançaram e cantaram pela queda do Governo, porque pensavam que poderiam voltar a conduzir os destinos deste País em novo golpe palaciano a meio de uma legislatura, talvez para desbaratar todos os sacrifícios feitos por todos os portugueses, estão hoje cabisbaixos, tristes, porque Portugal atingiu mais uma meta difícil na sua credibilidade externa e interna e para a qual eles lutaram durante estes anos e para o qual se recusaram a contribuir, quando romperam as negociações, com a certeza de não quererem ficar ligados aos resultados deste Governo.

São os mesmos que sustentam a sua política em sucessivos envios de diplomas para o Tribunal Constitucional, apesar de terem sido eles mesmo a assinar o memorando de entendimento, que obriga o Governo a adoptar determinadas políticas nesses diplomas. São eles que festejam, animados, as decisões do Tribunal Constitucional (controversas, no mínimo, direi eu) porque sabem que criarão problemas difíceis ao Governo no cumprimento das metas estabelecidas. São eles os primeiros a aplaudir um grupo de Juízes que faz declarações em “prime time televisivo”, porque ainda vão parcialmente conseguindo fazer aquilo que eles não conseguem, ou seja, meter areia na engrenagem de um País que se quer ver livre dos credores o quanto antes e pela última vez, se o País verificar definitivamente que o socialismo só acaba, quando acaba o dinheiro dos outros.

Portugal conseguiu atingir a meta a que se propôs para o ano de 2013 no que ao défice diz respeito, mas custou e custa muito a muitos portugueses. Custa porque nos sai do corpo, a todos. Porque fazemos por criar riqueza e somos obrigados a contribuir mais do que o previsto, para sanar os devaneios de outros.

Porque, hoje, já há muita gente que pensa que a necessidade obrigatória de investimento público para socorrer a economia através da “importância vital” de construção de duas linhas de TGV e que nos levaria 8 mil milhões de euros, repito, oito mil milhões de euros, é coisa de há uma década e que não fazia parte das prioridades do Governo Socialista de há nem três anos atrás.

Porque há muita gente que se esquece ou se quer esquecer que foi um Governo socialista que nos enfiava pelos olhos dentro que existiam estudos que apontavam para o esgotamento do aeroporto da Portela entre 2011 e 2013 e,que eu saiba, nem o aeroporto se esgotou, nem existe a necessidade de abandonar o atual local do aeroporto, para se construir um novo, num outro local, não sei a troco de que interesses. Relembre-se que o aeroporto que se iria situar na margem “jamais”, iria custar, só e em juros, repito, só em juros porque o pagaríamos até 2045 (já serei avô, se lá chegar, e por isso até os meus netos o pagariam) a módica quantia de  cerca de 4 mil milhões de euros, a somar ao valor gasto na sua construção que seriam cerca de 3.500 milhões de euros.

É por isso mesmo que esperamos que a espiral recessiva de argumentos da esquerda vire de canal. Virará de canal para a co-adopção (que tratarei aqui em devido tempo). Virará de canal para aqueles comentadores que só esbracejam, porque este Governo também lhes tocou nas reformas de ouro, construídas na base dos 5 melhores anos de uma qualquer carreira contributiva ou do último salário, em vez de os deixar intocáveis, como outros o fizeram, e por isso se indignam.

Tentarão virar de canal, mas não evitarão a ESPIRAL RECESSIVA de argumentos demagógicos para conseguir superar a crise e a troika, que tem como membro o FMI, e que foi chamado a este País pela terceira vez, sempre pelo mesmo Partido Socialista, por causa dos desvarios socialistas que pensa que o dinheiro dos outros não acaba.

A bem do nosso futuro, a bem de Portugal, eles hoje estão de sorriso amarelo e em espiral recessiva. Porque, caro António José Seguro, existem mesmo duas “propostas distintas, duas propostas alternativas para governar Portugal: uma, a proposta do PSD e do CDS, e outra (…) a proposta do Partido Socialista”. Uma que faz honrar o País e que faz tudo para devolver a liberdade e soberania ao nosso País. A outra que teve como fim a intervenção externa dos credores e a vergonha de um País notabilizado pelas suas conquistas, a querer viajar de TGV, a aterrar no aeroporto “Jamais” e que nos rumasse ao norte na terceira auto-estrada Lisboa-Porto (lembram-se…).

Nós, Portugueses, conseguimos ultrapassar mais uma meta. Parabéns Portugal. Parabéns Portugueses.

Até para a semana,

Rui Barreira

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