Travão a fundo! O coração é quem mais ordena!

the runner reporter_alone

Como já devem ter reparado não tenho escrito nada sobre as minhas corridas. Existe uma explicação que alguns dos meus amigos e conhecidos já sabem porque me perguntaram pessoalmente. E decidi partilhar com todos essa explicação, que serve também de alerta.

Apesar de eu me sentir sempre muito bem durante os treinos ou as corridas. Apesar de praticar desporto desde os 16 anos, apesar de ter vindo a fazer exames médicos ao longo destes anos, decidi solicitar à minha médica novos exames.

Consciente que doravante estaria a fazer treinos mais intensivos, mais puxados, achei por conveniente saber até que ponto o meu corpo estava preparado para isso. Ou melhor, saber se o meu corpo estava preparado para elevar a fasquia dos treinos, já que encaro cada vez com mais seriedade e profissionalismo (se assim se pode chamar) o treino e as provas.

Exames ao sangue e á urina e… uma prova de esforço. Resultado, exames excelentes, mas na prova de esforço foi detectado algo que obrigou o especialista de cardiologia a “recomendar um angiotac”.

Vamos recuar até ao momento da prova de esforço. Tive dores durante a prova? Não. Estive 13 minutos a correr e o teste acabou quando atingi 183 pulsações por minuto. Dizem que é o limite para a minha idade, para uma prova de esforço desta natureza.

Aparentemente correu tudo bem. Como disse anteriormente, não me doeu nada, até queria continuar o teste, mas não foi possível, acabou ali. Dia seguinte recebo uma chamada a dizer que “foi detetado algo. Pode ter alguma coisa, que pode não ser nada de especial, como pode ser algo sério. Mas tem que fazer um outro exame. E aconselho a não fazer corridas nenhumas para já”.

Para quem corre é como levar uma facada nas costas. É como meter os pés ao travão em alta velocidade. E está a fazer-me mal psicológicamente. Lembro-me de ouvir o meu amigo António Matos, ex-massagista do basquetebol do FC Porto dizer-me que os altetas mais difíceis de curar são os corredores. “Eu bem lhes digo para não correrem para os tratamentos demorarem menos mas esta malta não quer saber, estão sempre a correr”.

Tem razão caro António Matos, o verdadeiro corredor não gosta de estar parado. Eu não gosto de estar parado, mas desta vez estou quieto porque se trata do coração. Tinha vários treinos em mente, várias reportagens a fazer em corrida e tinha a Maratona do Gerês do meu amigo Carlos Sá. Mas fui forçado a cancelar tudo isto…

AngioTac é o nome do dito exame, que aguardo impacientemente. É caro e por isso não posso recorrer ao privado. Aguardo pelo dia da consulta no Hospital de Santo António, 16 de fevereiro. Nesse dia terei uma consulta com um especialista e só depois é que virá o exame.

Conclusão da história: façam a prova de esforço, exames ao sangue, etc, etc… Apesar de não sentirem nada, quer durante os treinos, quer durante as provas. Eu posso não ter nada, mas também posso ter algo sério. Por isso, não facilitem. Peçam um P1 ao vosso médico de família para estes exames ficarem baratos.

Estou no intervalo de um jogo que não sei como vai acabar. Poderei ganhar e ficar apenas pela segunda parte. Ou ter mesmo que ir a prolongamento. Bons treinos, runners!

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