Transporto

Já por aqui andamos, por estes bastidores e por estes palcos. Contudo, regressamos à temática, pois na verdade o trabalho de fundo sobre a questão do Transformismo na Invicta, realizado pelo fotojornalista Diogo Baptista, é tributário dessa atenção: foram horas intensas e laboriosas de depuração do material fotográfico que o profissional e colaborador do Global News já tinha recolhido ao longo do mês de Janeiro, aquando do Festival Internacional de Transformismo do Porto, que decorreu no Café Lusitano.

Para além disso, o contexto em que é feita esta abordagem conferiu-lhe uma dimensão e fôlego que estão para além de algo importante, como foi o caso do festival referido, mas que transcende essa visão episódica e calendarizada. Diogo Baptista fez a desconstrução do Circuito do Transformismo no Porto, foi às casas que são o habitat desta metamorfose artística: falou com os profissionais, captou-lhes as expressões, sorveu-lhes a alma fotográfica e plasmou-a numa sucessão de imagens que agora se apresentam ao olhar dos nossos leitores. Vale a pena ir à janela destas imagens e perscrutar a realidade estrutural que lhe está subjacente. Afinal, como se transformam os transformistas? Tem a palavra… (e já agora a imagem) o Diogo Baptista…

Global News

Transformismo. Bem-vindo a um mundo de espectáculo em que os protagonistas, antes de iniciarem qualquer show, dão tempo a um ritual de transformação no camarim. Uma operação que pode durar duas horas. Maquilhagens, batons, bases, brincos, uso de rimel, eye-liners e pestanas postiças que são colocadas com rigor na cara. Vestidos vistosos e compridos, meias de seda e corpetes, como forma de disfarçar os pêlos e o órgão sexual de um corpo masculino.

O Transformismo nem sempre é bem aceite pelo público, mas muito mudou desde os anos 70. No Porto existe já há muitos anos um circuito onde se podem ver grandes shows de transformismo, em casas como o Moinho de Vento, Kilt, Bustus, Boys’R’Us ou Syndikato Club, referências da noite gay da cidade Invicta. Uma realidade subterrânea, mas em constante crescimento e que gerou novas casas nos últimos anos. Casas como o Invictus Café Bar (antigo Kilt), Pride Bar e o Syndikato Club são actualmente lugares com shows garantidos pelo menos ao fim de semana. O Café Lusitano também com espectáculos ao longo do ano, integra actualmente o Festival internacional de Transformismo do Porto. Conheci vários artistas, alguns da velha guarda, outros são amadores que tentam a sua sorte. Todos com o seu próprio estilo sejam Divas, Drag Queens ou Live Performers, pessoas que acrescentam vestidos e acessórios como peças de trabalho, trata-se de transformismo por fazerem a transformação antes de entrar em palco e só aí assumem outra personalidade.

A série de fotografias mostra um circuito de espectáculo transformista, os artistas e as casas mais frequentadas que garantem shows ao longo do ano na cidade Invicta.

Ver trabalho completo na página do autor do projecto aqui.

2016/02/09 - Nos bastiadores com Eduardo/Irina Diamond duante a preparação para o show da noite de carnaval no camarim do Syndikato Club. Irina tem 19 anos, é natural de àguas Santas e transformista à cerca de 3 anos em casas do Porto como o Pride Bar e Syndikato Club
2016/02/09 – Nos bastiadores com Eduardo/Irina Diamond duante a preparação para o show da noite de carnaval no camarim do Syndikato Club. Irina tem 19 anos, é natural de àguas Santas e transformista à cerca de 3 anos em casas do Porto como o Pride Bar e Syndikato Club
2016/01/08 - Transformista Linda Xennon pronta para entrar no palco para a segunda edição do festival internacional de transformismo do Porto realizado no Café Lusitano.
2016/01/08 – Transformista Linda Xennon pronta para entrar no palco para a segunda edição do festival internacional de transformismo do Porto realizado no Café Lusitano.
2016/01/09 - Roberto Eduardo/Roberta Kinsky natural da cidade do Rio de Janeiro/Brasil chegou a Portugal com 13 anos de idade. Actualmente aos 53 é dono do Invictus Café Bar (antigo Kilt). Já foi sócio do Syndikato Club e trabalha como artista à cerca de 30 anos em casas como Boys'R'Us, Bustos, Azul e Branco, Finalmente, Moinho de Vento e o Kilt a casa que hoje é proprietário.
2016/01/09 – Roberto Eduardo/Roberta Kinsky natural da cidade do Rio de Janeiro/Brasil chegou a Portugal com 13 anos de idade. Actualmente aos 53 é dono do Invictus Café Bar (antigo Kilt). Já foi sócio do Syndikato Club e trabalha como artista à cerca de 30 anos em casas como Boys’R’Us, Bustos, Azul e Branco, Finalmente, Moinho de Vento e o Kilt a casa que hoje é proprietário.
2016/01/09 - Nos camarins do Invictus Cafe Bar com um pioneiro do transformismo da Invicta Fernando Moura Soares/Nany Petrova. Natural do Porto agora com 67 anos tem como percurso profissional 42 anos de performance e já trabalhou em casas como Boys'R'Us, Kilt (actual Invictus), Bustos entre outros. Já actuou algumas vezes em Espanha e em 2010 passou 3 meses na Madeira a fazer show. Nos seus espectáculos predomina a linguagem brejeira. É uma espécie de voz do povo tripeiro. Um ícone da noite portuense.
2016/01/09 – Nos camarins do Invictus Cafe Bar com um pioneiro do transformismo da Invicta Fernando Moura Soares/Nany Petrova. Natural do Porto agora com 67 anos tem como percurso profissional 42 anos de performance e já trabalhou em casas como Boys’R’Us, Kilt (actual Invictus), Bustos entre outros. Já actuou algumas vezes em Espanha e em 2010 passou 3 meses na Madeira a fazer show. Nos seus espectáculos predomina a linguagem brejeira. É uma espécie de voz do povo tripeiro. Um ícone da noite portuense.

 

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