The Age of Shadows “é um filmão” para a abertura do Fantasporto

“The Age of Shadows”, do sul-coreano Jee-woon Kim, é a escolha para filme de abertura do Festival Internacional de Cinema do Porto – Fantasporto, cujo organizador Mário Dorminsky considera “um filmão”.

Na apresentação da 37.ª edição do segundo certame cinematográfico mais antigo do país – classificado entre os 10 melhores festivais independentes do mundo –, realizada esta terça-feira nas instalações da Cinema Novo, o “Fantas” volta a apresentar-se com potenciais filmes de qualidade e ao mesmo tempo em renovação. “Já vamos na terceira geração de público, por isso é como se tivéssemos a organizar a primeira edição do festival”, afirmou Dorminsky, que terá um papel, como diz, “mais de relações públicas”, após os problemas de saúde com que se debateu no último ano.

Segundo o responsável organizativo, “o festival tem-se realizado, nos últimos cinco anos, devido a intervenção da estrutura”.

“A parte do património da empresa foi reduzida com a venda de espaços físicos em virtude da diminuição dos patrocínios”, referiu Dorminsky, revelando que “o orçamento deste ano oscila entre os 230 e os 240 mil euros, sem contabilizar as parcerias”.

O “Fantas”, que se realizará no Rivoli entre 20 de fevereiro – competição arranca a 24 – e 5 de março, vai contar com 132 filmes em antestreia nacional, europeia, internacional e mundial, sendo que na seleção oficial estarão 33 países representados.

Entre os principais filmes a serem exibidos destacam-se “Bloodbands” (Albânia), The Citizen (Hungria), “Sins of the Flesh (Egito), “Lines” (Grécia), “ReAlive”, “Division 19”, ou “A Repartição do Tempo”, “The Evil Within”, entre muitos outros.

“A estrutura que funciona não se mexe. O Fantas é um festival com filmes generalistas, do fantástico e de cinema oriental”, vincou Mário Dorminsky, recordando que o certame portuense apresenta “filmes pouco conhecidos em Portugal”.

“The Age of Shadows”, filme de abertura do festival, esteve na seleção oficial dos Festivais de Veneza e Toronto e foi Melhor Filme do Festival de Filadélfia. É um dos candidatos aos óscares da Coreia do Sul, depois de também ter sido o maior sucesso de bilheteira naquela região do hemisfério. O realizador Jee-woon Kim conhece muito o festival portuense, já que foi o vencedor na edição de 2004 com “A Tale of Two Sisters”.

Na corrida aos prémios também estão os filmes portugueses “A Ilha dos cães”, “A Floresta das Almas Perdidas” e “Comboio de Sal e Açúcar”. “Rewind”, uma produção suíça do português Pedro Joaquim, também está na luta.

O cineasta Ate de Jong, que vai trazer ao Rivoli “Drop Dead Fred” “Love is Thicker than water”, irá receber o Prémio de Carreira do Fantasporto.

Serão exibidas retrospetivas do cinema de ação de Taiwan – os famosos combates de kung fu – e do cinema argentino.

Estão previstos cerca de 150 convidados, o que representa a confirmação da projeção internacional do festival, também como rampa de lançamento de novos filmes.

O certame, que conta com a colaboração de diversas instituições de ensino, terá como novidade a secção “Mini Me”, dedicada ao público infantil e pré-adolescente.

O programa especial com outras áreas inclui conferências, workshops e uma exposição da artista plástica Catarina Machado.

O Rivoli (Grande e Pequeno Auditório) vai disponibilizar 96 sessões, sendo que o filme que encerra o festival, a 4 de março, será mais tarde anunciado.

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