Terreiro do Paço encheu com milhares em protesto

Lotação esgotada! Não, não foi num estádio, foi no Terreiro do Paço. O povo respondeu ao repto da CGTP e acorreu em peso para mostrar a sua indignação para com o Governo. E o anuncio foi feito, Arménio Carlos fez saber da intenção de convocar uma greve geral, uma “grande greve geral”.

Foram milhares as pessoas que estiveram presentes, este sábado, no Terreiro do Paço, oriundas de todo o país, para contestar as medidas de austeridade aplicadas pelo Governo. Muitos cartazes, bandeiras e palavras de ordem marcaram a manifestação. “Portugal democrático ocupado 36 anos por piratas cruéis”, “austeridade falhou, Passos, troika rua!” ou “Passos, estou contigo… pelas pontas dos cabelos” foram alguns dos cartazes visiveis entre o povo descontente. Até polícias à pausana estiveram presentes, mostrando para os fotógrafos o crachá.

O que aconteceu foi, de facto, o ensaio para uma greve geral que Arménio Carlos, líder da CGTP anúnciou, no seu discurso para com os milhares de manifestantes presentes. A possiblidade de uma paralisação será discutida no dia 3 de outubro, em conselho extraordinário nacional.

“Este povo que enche o Terreiro do Paço está ou não de acordo com a decisão de uma greve geral?”, questionou Arménio Carlos, no seu discurso. À pergunta, o povo respondeu com uma grande ovação. O líder da CGTP, no seu discurso sublinhou que “é tempo de ir às fortunas colossais dos que têm engordado à custa do povo e do país. Isto tem de ser mudado radicalmente e quanto mais depressa melhor”, concluiu.

No Terreiro do Paço, apelidado pela CGTP como o “Tereiro do Povo”, marcou presença Carvalho da Silva, antecessor de Arménio Carlos. Carvalho da Silva disse à imprensa que é preciso “vencer os medos e partir para a construção de alternativas”.

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