Taste It: 6 erros alimentares a evitar

Atualmente, as prateleiras do supermercado no corredor dos alimentos de saúde e bem-estar são cada vez mais requisitadas, tanto pelas marcas como pelos consumidores que se encontram mais alerta e conscientes face às suas escolhas alimentares.

Porém, apesar da maior consciência alimentar, há muitos erros que são cometidos, quando se pretende adquirir alimentos saudáveis. Por isso, a lista seguinte resume 6 erros cometidos ao adquirirem-se alimentos, supostamente, saudáveis. Veja se comete algum…

1 – Sem glúten é mais saudável?

O glúten é uma proteína que é encontrada em alguns cereais, como o trigo, a espelta, o centeio, a cevada e a aveia. O glúten não é prejudicial à saúde, exceto em casos de doença celíaca ou num caso de sensibilidade a esta proteína. Por isso, um rótulo ao inserir a denominação de “Sem glúten” não significa, por si só, que é um alimento saudável.

Como nos últimos anos, o glúten tem adquirido maior importância ao nível das tendências de consumo alimentar, a indústria tem apostado no fabrico de alternativas isentas de glúten e isso leva a que os consumidores julguem que o glúten é obrigatoriamente “mau”. Só que, os produtos alimentares sem glúten, na maioria das vezes, são mais processados, contêm mais açúcar, mais gordura e outros ingredientes que têm por objetivo melhorar o sabor e a textura do produto, já que é ao glúten que se devem as propriedades elásticas do pão, bolos e outros produtos.

Portanto, caso não tenha doença celíaca nem sensibilidade ao glúten (devidamente diagnosticada) não há necessidade de o retirar da sua alimentação diária. Não obstante, deverá preferir cereais que sejam geneticamente menos manipulados do que o trigo. São exemplos, o trigo sarraceno, o millet, a quinoa, o amaranto e o centeio.

2 – Barritas

A maioria das barras nutricionais e proteicas são uma forma de disfarçar uma barra cheia de açúcar. Na verdade, as pessoas procuram soluções para o lanche que sejam rápidas e práticas de transportar e consumir, especialmente depois do treino.

A disponibilidade de barras proteicas ou nutricionais é extremamente vasta e são apresentadas como uma solução milagrosa, porém a escolha da barrita deverá ser muito cuidada. Algumas delas são um verdadeiro chocolate. Logo, quando as consumir, deverá olhar para a lista de ingredientes e para a quantidade de açúcar por porção , devendo ser realizada a conversão em pacotes de açúcar (1 pacote = 5 g). Deverá optar, ainda, por barritas sem adoçantes artificiais como aspartame, sacarina ou açúcares ligantes pouco interessantes como o xarope de milho, xarope de glucose ou malte.

O ideal é que a lista de ingredientes tenha alimentos que reconheça, são um bom exemplo, as barritas proteicas à base de frutos oleaginosos, proteína de ervilha (ou outra leguminosa) e sementes. Quanto ao que ingrediente ligante e adoçante é preferível que sejam, por exemplo, os alperces, as uvas passas, as tâmaras ou o mel.

3 – Sumos de fruta

A maioria dos sumos de fruta são constituídos por água com sabor e açúcar, inclusive os sumos de fruta naturais. Na verdade, a fruta é constituída por água, hidratos de carbono, vitaminas, minerais e fibras, um conjunto de nutrientes que conferem benefícios em prol da saúde. Excecionalmente pode ser ingerido um sumo de fruta natural feito com 1 a 2 peças de fruta e consumido no momento ou um sumo verde ( com hortícolas e fruta), pois constituem alternativas diferentes, mas não devem fazer parte das opções diárias. Além da quantidade superior de açúcar dos sumos, o açúcar presente é absorvido mais rapidamente pela corrente sanguínea, por isso, é importante não ingerir sumos isoladamente.

4 – Néctar de agave

Os consumidores estão mais conscientes dos malefícios do açúcar e tentam substituí-lo por outras opções consideradas mais saudáveis, um exemplo é o néctar de agave. O néctar de agave está repleto de frutose, um tipo de açúcar simples que, em excesso pode prejudicar a função hepática e promover a acumulação de gordura. Deste modo, há melhores alternativas de adoçantes naturais, tais como a stevia, o açúcar de coco e o mel. Apesar de serem adoçantes naturais e com maior qualidade devem ser, igualmente, utilizados com moderação.

5 – Produtos orgânicos processados

Os alimentos orgânicos são alimentos cultivados sem o uso de produtos químicos perigosos, sem recurso a modificação genética ou a processos de preservação por irradiação, o que é mais favorável do que os alimentos cultivados de forma convencional, mas tal não implica que todos os produtos que são rotulados como orgânicos sejam necessariamente mais saudáveis, uma vez que, há muitos produtos alimentares, rotulados como orgânicos que, são extremamente processados e têm adicionados ingredientes desadequados, nutricionalmente. Deste modo, o conselho é: consuma a planta e não os produtos que são feitos a partir da planta.

6 – Evitar as gorduras

A maioria das pessoas, principalmente aquelas que temem engordar, têm receio das gorduras, evitando-as. Todavia, cerca de 2/3 do cérebro é constituído por gorduras, sendo a estas necessárias para a produção das células cerebrais. Além disso, a gordura é importante para manter o cabelo, pele e unhas saudáveis, assim como garantir o correto funcionamento hormonal. Todavia, devem ser fornecidas boas fontes de gorduras ao corpo, tais como, por exemplo, os frutos oleaginosos (p.e. nozes, amêndoas, avelãs), azeite, abacate, gema de ovo e peixes gordos (p.e. cavala, carapau, sardinha salmão). É muito importante assegurar que são fornecidas estas gorduras ao corpo, já que depende destas o desempenho cerebral e a manutenção do estado de saúde geral.

Portanto, faça boas escolhas alimentares diariamente porque o seu estado de saúde é em parte o resultado daquilo que ingere, diariamente.  Hoje, comer de forma saudável pode parecer confuso porque há muitas opções e são várias as opiniões que se ouvem, daí que em conjunto com um nutricionista é possível solucionar as dúvidas, sem incorrer défices nutricionais.

Inspire-se em: https://instagram.com/tastiit/

Teresa Carvalho
Teresa Carvalho

 

Teresa Carvalho – Nutricionista
cédula profissional: 2339N

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