Queda de helicóptero soma-se à vítima mortal e às habitações devastadas em Ourém

foto FACEBOOK EMPRESA DE MEIOS AÉREOS / D.R.

Os incêndios que têm fustigado com maior incidência as zonas Centro e Sul do país tiveram um acréscimo de protagonismo. Em Espite, no concelho de Ourém, um helicóptero pesado que combatia o fogo intenso a lavrar naquela área caiu, sendo o balanço da queda dois feridos ligeiros e a inutilização do veículo aéreo, segundo o Comando Distrital de Operações de Socorro -CDOS.

A entidade que coordena o combate aos fogos naquela área frisou ainda que o referido helicóptero, modelo Kamov, se despenhou junto ao parque de merendas de Espite.

Joaquim Chambel, que lidera o CDOS, declarou à Lusa que as vítimas “são feridos leves que, por precaução, foram encaminhados para o hospital mais próximo”. O Comandante distrital de operações de socorro de Santarém assegurou, desde logo, e pouco depois do acidente que os meios aéreos iriam contar com “um helicóptero com as mesmas características”.

Desde o início da tarde, e face à gravidade da situação, que as operações estão a ser acompanhadas in loco pelo Secretário da Administração Interna, Filipe Lopo D’Ávila. O ministro que tutela a referida pasta, Miguel Macedo, apelou à população para ter “especiais cuidados” com incêndios.

Os meios envolvidos no incêndio em Ourém, cujo lastro chegou a ter quatro frentes ativas,  contempla 516 operacionais, dos quais 470 são bombeiros.

O calor intenso que se tem feito sentir auxiliou à propagação do incêndio em causa e à duração temporal do mesmo. Deve lembrar-se que as chamas continuam a consumir floresta, mas já causaram um morto e a destruição de duas casas de habitação e outras que se encontravam desocupadas e nas contas dos danos há ainda a contabilizar a destruição das instalações de uma empresa de plásticos. Os meios envolvidos no combate ascendem a 141 viaturas operacionais e quatro meios aéreos, numa luta que dura desde as 12.20 de domingo.

Paulo Fonseca, presidente da Câmara de Ourém, que acumula o pelouro da Proteção Civil, permaneceu ativo no acompanhamento e evoluir da situação e admitiu estar “muito preocupado”.

Face ao pedido solicitado a diversos países europeus, por parte das autoridades portuguesas, estão já ser preparados quatro aviões Canadair, provenientes de  Espanha e França, com os quais Portugal vai poder contar no auxílio aos meios nacionais no âmbito do combate aos incêndios, para atuarem sobretudo nos concelhos de Ourém e Tomar.

 

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