Que recomecem as (minhas) corridas!!!!

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Notícia de última hora: The Runner Reporter passa no exame AngioTac e pode voltar a correr.” Este bem podia ser o título da notícia que vos trago desta vez. É verdade, fiz o AngioTac e o resultado é que não tenho nada no coração!

Volto a escrever sobre este meu pseudo-problema porque tive muitas pessoas a darem-me força e a perguntarem-me como tudo aconteceu. Sinto obrigação de o fazer. E vou contar-vos alguns pormenores desta segunda etapa para que todos percebam o que podem fazer.

Acabei o outro texto com a indicação de estar à espera de fazer o AngioTac, depois de ter feito uma prova de esforço numa clínica aqui no Porto. Mas estava parado, não devia correr (e não corria). Certo dia, em conversa com um dos meus treinadores de remo, ele disse-me que se calhar eu tinha ido ao local errado. Como, perguntei eu?!?!?

O cardiologista, provavelmente não era especialista em medicina desportiva, e tendo dúvidas sobre o exame que fiz, mandou-me fazer o AngioTac para despiste e muito bem. “Porque não vais fazer o mesmo exame no Centro de Medicina Desportiva (CMD)? Lá vais ser atendido por médicos especialistas em lidar com atletas e ficas com uma segunda opinião”, disse-me o meu treinador.

Segui a sua sugestão, fui ao CMD e fiz o exame. Quero aqui sublinhar que, apesar de o CMD ser uma instituição pública, quando o atleta atinge os 35 anos paga 99,90€ por prova de esforço + raio-x + análises ao sangue. Eu pergunto porquê? Quando cá fora se fazem estes exames por muito menos… Ainda para mais o CMD tem bons profissionais e boas instalações.

Resultado da prova de esforço: “você está impecável, pode correr, está tudo bem”, dizem-me. Pergunto a mim mesmo, como é possível dois exames praticamente iguais nos métodos e tão diferentes no resultado? Posteriormente tive a informação de que “como é um exame dinâmico, o resultado pode variar”. Mas as previsões eram favoráveis a não ter nada, porque não apresento sintomologia, fiz um bom tempo de prova e não tenho histórico clínico. Ainda assim, a sugestão do Angio-Tac continuava em cima da mesa e eu continuava a querer fazê-lo para ter a confirmação de não ter nada.

Lá fui fazer o Angio-Tac ao hospital. Deitado no Tac, braços para cima e o cateter no braço, siga! “Vai sentir o contraste”, informava o técnico. Começo a sentir um calor enorme no meu corpo da cabeça para os pés. Dá para aguentar perfeitamente, mas é uma sensação estranha, muito estranha…

Esperei um pouco cá fora até que recebi a notícia, “confirmo que não tem nada, pode correr à vontade, sem qualquer receio”.

Foi muito duro estar tanto tempo parado, sem poder correr. E confesso que na fase inicial à notícia de que podia ter algo, parece que sentia que tinha algo, sentia-me mal, foi agoniante. Agora? Agora não há limites para a minha corrida, não há limites para os desafios que vou ter pela frente. Porque eu quero testar o meu corpo até ao limite.

Afinal ganhei o jogo e não precisei de ir a prolongamento. E tu? Já fizeste o que deves fazer? Bons treinos runneres!

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