PS Paredes reage ao que apelida de “alarido incompreensível e inaceitável” por parte do PSD

"UMA FUGA PARA A FRENTE PARA ESCONDER AS IRREGULARIDADES PRATICADAS PELO PRESIDENTE DA JUNTA DE CÊTE E PARA NÃO SE DISCUTIR O ORÇAMENTO DA CÂMARA PARA 2016"

Divulgamos o comunicado que o PS Paredes fez ao rede social Facebook, acerca da Auditoria às Contas da Junta de Freguesia de Cête. Nesta missiva, o PS Paredes apelida de “alarido incompreensível” por parte do PSD acerca deste tema.

Leia na integra o comunicado:

“Comunicado da Conferencia de Imprensa de 23_11_2015:
Divulgação imediata

Auditoria às Contas da Junta de Freguesia de Cête

UMA FUGA PARA A FRENTE PARA ESCONDER AS IRREGULARIDADES PRATICADAS PELO PRESIDENTE DA JUNTA DE CÊTE E PARA NÃO SE DISCUTIR O ORÇAMENTO DA CÂMARA PARA 2016 E O FRACASSO DOS 10 ANOS DE GOVERNAÇÃO DE CELSO FERREIRA.

De facto impõem-se repor a verdade sobre uma questão tão objetiva e simples como foi a decisão de realizar uma auditoria às contas da Junta de Freguesia de Cête, aprovada em Assembleia de Freguesia, uma vez que não nos foi dada voz na última Assembleia Municipal.

Todo o alarido incompreensível e inaceitável que o PSD fez em torno deste assunto, todos nós já sabemos que tem três únicos objetivos:

1- Impedir a realização da referida auditoria às contas da Junta de Cête;
2- Desviar a atenção das pessoas do Orçamento da Câmara Municipal de Paredes, que uma vez mais é um Orçamento que não defende os interesses da população de Paredes e das empresas de Paredes;
3- Desviar a atenção das pessoas do fracasso que foram os 10 anos de mandato de Celso Ferreira à frente da Câmara Municipal de Paredes.

O nosso presidente da Câmara devia de ter vergonha de convocar os nossos presidentes de Junta para uma Conferencia de imprensa sobre coisa nenhuma, e devia era sim reuni-los e ouvi-los para a elaboração do Orçamento da Câmara de 2016, pois se o fizesse de certeza que o Orçamento da nossa Câmara não seria o que é.

A Auditoria às Contas da Junta de Freguesia de Cête.

Essa auditoria foi aprovada com três votos a favor do PS e seis abstenções, na Assembleia de Freguesia de Cête de 12 de Dezembro de 2014.
O pedido de uma auditoria às contas foi apresentado pelos membros do PS na Assembleia de Freguesia de Cête, no seguimento de irregularidades do executivo da Junta de Freguesia de Cête tornadas publicas- tais como, passagem de cheques sem cobertura, existência de salários em atraso, etc.

Nessa Assembleia de Freguesia ficou logo em ata que seriam os elementos do PS a apresentar um técnico sem custos para a Junta, pois essa foi uma das condições impostas para que todos aceitassem a auditoria.

Tal como solicitado, foi previamente enviado ao Sr. Presidente da Junta de Freguesia um currículo do auditor que iria realizar a auditoria.

A realização da mesma foi autorizada pelo Sr. Presidente da Junta que apenas impos como condição estar presente nas instalações da Junta quando o auditor estivesse a realizar o seu trabalho, o que foi prontamente aceite.
Só depois do início da auditoria é que veio dizer que falou com a Câmara e que não permitia que a auditoria prosseguisse.

De que é que a Câmara e o Sr. Presidente da Junta têm medo? O que não querem eles que se saiba?

Como não permitiram que a Auditoria prosseguisse, os elementos do PS na Assembleia de Freguesia de Cete solicitaram que eles próprios pudessem analisar os documentos contabilísticos dos últimos anos.

A resposta às perguntas:

De que é que a Câmara e o Sr. Presidente da Junta têm medo? O que não querem eles que se saiba?

Ficou então clara.

São inúmeras as irregularidades cometidas pelo Sr. Presidente da Junta de Cête no exercício das suas funções e com prejuízo para a Freguesia de Cête, tais como:

-Passagem inúmeros de cheques sem cobertura, cujas devoluções custou centenas de euros em custos bancários com a sua devolução;
-Levantamento de cheques das contas da Junta de Freguesia sem justificação;
-Levantamento de dinheiro em multibanco das contas da Junta de Freguesia sem Justificação.

Não vamos dar mais exemplos, pois os membros do PS na Assembleia de Freguesia de Cete irão apresentar todas essas irregularidades na próxima Assembleia de Freguesia.

Só desta forma é que se compreende todo o alarido injustificado em torno desta auditoria, para impedir a sua realização.

Senhor Presidente da Junta de Cete, Sr. Tomás Correia peça desculpa aos seus colegas presidentes de Junta que gerem as suas Juntas de forma transparente e regular e que não se devem rever nesta sua atuação. Peça desculpa aos Orgãos do seu partido por lhes ter ocultado estas práticas irregulares, e peça desculpa ao PS Paredes.

Finalmente Senhor Presidente da Junta de Cete, Sr. Tomás Correia, peça desculpa as pessoas de Cete pelo prejuízo que lhes causou com a sua má gestão e tenha a dignidade de admitir os seus erros e demita-se!

Ao Senhor Presidente da Câmara, peça desculpa aos presidentes de Junta do seu partido por tê-los arrastado para uma conferência de imprensa injustificada sem primeiro saber o que efetivamente se passou e o que está em causa.

Todos sabemos que o que o Senhor Presidente queria era desviar a atenção de um Orçamento que uma vez mais não satisfaz os interesses dos Paredenses e das empresas de Paredes e conseguiu faze-lo.

Ao falar desta auditoria, não quis que se falasse da manutenção do IMI no patamar máximo de 0,5% em Paredes, quando havia prometido na Assembleia Municipal do dia 25 de Abril que iria reduzir o IMI. Eu relembro-lho as suas palavras, pois o senhor da o dito pelo não dito com muita facilidade:

“ Quero partilhar com os presentes que no próximo orçamento municipal, será promovida uma redução do IMI, porque vai de encontro àquela que era a expectativa da Câmara Municipal e porque a claúsula de salvaguarda, não estando a produzir qualquer efeito, os proprietários não se podem defender dos excessos de avaliação e da metodologia da avaliação dos imóveis e, naturalmente, têm de ser salvaguardados e por isso propor que o IMI seja reduzido”

Fez isto? Não! Em vez de isto veja-se a evolução da receita prevista de IMI para 2016- A previsão de IMI para 2015 constante do Orçamento para 2015 era de 7. 366.877 euros. No Orçamento para 2016, a previsão de IMI é de 9.694.779 euros, mais 2.327.902 euros, mais 31,5%.

Ao falar desta auditoria, não quis que se falasse, uma vez mais, do desenvolvimento desigual das freguesias de Paredes. No Orçamento para 2016, algumas freguesias vêm inscritos vários investimentos, outras não vêm qualquer investimento inscrito no Orçamento.

Ao falar desta auditoria, não quis que se falasse, da falta de transferência de verbas para as freguesias levarem a cabo as suas competências. A verba que vai transferir em 2016 é exatamente a mesma que transferiu em 2015.

Ao falar desta auditoria, não quis que se falasse da inclusão de receitas fictícias que a Câmara sabe de antemão que não vai arrecadar no Orçamento de 2016. Coisa pouca, são somente 8.237.059 euros que inclui no Orçamento como receita da venda de participações sociais. Ora, a Câmara sabe que a única participação social que poderia vender era a participação social na AMIParedes e essa está em dissolução, logo não pode haver venda de ações dessa empresa.

E quanto ao fracasso dos últimos 10 anos de mandato de Celso Ferreira

Ao falar desta auditoria, não quis que se falasse do projeto falhado da Cidade Inteligente, e dos 150.000 postos de trabalhos que prometia criar em Paredes,

Ao falar desta auditoria, não quis que se falasse do projeto falhado da cidade desportiva de Paredes. A Segunda maior a seguir ao Jamor e a maior do Norte do país, com vários campos de jogo, pista de atletismo, piscina, Polidesportivo, etc. Vendeu o campo das Laranjeiras e polidesportivo de Paredes que dava vida ao centro de Paredes, encaixou 8 milhões de euros e nada fez. Para chegar ao poder não hesitou em fazer falsas promessas, depois de eleito não cumpriu. Continuamos com uma cidade desportiva com balneários em contentores.

Ao falar desta auditoria, não quis que se falasse da falta de rigor e falta acompanhamento das obras realizadas. Por exemplo, os Centros Escolares ainda estão a ser concluídos e já denotam graves problemas de deterioração, o que nos leva a duvidar do cumprimento rigoroso dos cadernos de encargos, algo que deveria ser averiguado.

Ao falar desta auditoria, não quis que se falasse do saneamento básico e da água que ainda não chega a mais de 40% do território de Paredes.

Ao falar desta auditoria, não quis que se falasse da rede de estradas em muito mau estado de conservação que Paredes tem.

Ao falar desta auditoria, não quis que se falasse do retirar do apoio no transporte para os Centros Escolares, às crianças de Paredes.

A isto chama-se FUGA PARA A FRENTE, mas com isso ANDA O CONCELHO DE PAREDES PARA TRÀS!

A Comissão Politica do PS Paredes”

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