Ponto de situação

 

Nunca sabemos muito bem por onde começar quando nos deparamos com algo repleto de mística.

Para mim, a primeira vez é sempre um problema. Em tudo! Sempre foi. Desde muito cedo.

As primeiras vezes são tão complicadas como eu conhecer alguém novo, pois sei que tenho de arranjar sempre justificação para o meu nome. Já sei que “Tito” não é nome de gente, mas com um nome destes posso estar sempre a inovar nas histórias que conto.

Mas eu gosto disso e é por isso que sei que estou no país certo, pois ele é a melhor coisinha que existe no mundo – para o humor!

Sou defensor de que todo o humorista do mundo deve ter pelo menos uma piada sobre Portugal, caso contrário não deveria ser considerado como tal.

Você está aqui. Ou não. Encontre-se! Ou não.

Em Portugal, temos sempre sobre o que falar, porque os portugueses sabem tudo sobre tudo. Considero que os portugueses gostam tanto de opinar como o Relvas gosta de ter licenciaturas no curriculum.

Eu sou português e infelizmente (ou felizmente) tenho visto as conferências de imprensa que têm dado na televisão.

Da conferência de Pedro Passos Coelho consegui reter a frase “é um caminho difícil e estreito”. Frase essa, onde me parece evidente que Passos se apresenta como o novo Messias.

Cheira-me é que ele apenas quer ser convidado para o programa da Oprah.

O único problema no meio disto tudo, é que o Governo está tão agarrado ao poder como uma chiclete está agarrada a uma secretária de escola.

Depois, tivemos a conferência de António José Seguro, onde a única coisa que gostei foi da gravata, pois era azul e sou Portista.

Apesar de tudo isto, não se preocupem com o futuro, pois esse será promissor.

Segundo apurei, o Drangon Ball poderá estar de regresso à televisão e as discussões sobre política irão acabar, dando lugar aos gritos de “kamehame” nas ruas!

Para terminar, até poderia fazer alusão à mudança de residência da Sónia Brazão para Boston, mas opto por me manter em silêncio relativamente a este assunto – ainda está tudo muito fresco e existe aquele tempo em que é “proibido fazer piadas”.

Sinceramente, só vos digo que se um dia conseguir entender a sociedade em que vivemos, prometo deixar de beber sumo de maracujá. Mas isto, sou eu. E eu sei o que sei!

 

 

* Importante: Este artigo/crónica/coisa foi escrita em português de Portugal, deixando o “acordo ortográfico” na beira da estrada com botas de cano alto e à espera de boleia.

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