Novo Mercado do Bolhão será mais seguro e confortável

O presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, apresentou esta quarta-feira o projeto do mercado do Bolhão, edifício emblemático da cidade e que aguardava há 30 anos por obras de reabilitação.

O concurso público para a execução da obra será lançado depois do próximo verão, sem nunca avançar com datas para a finalização desta que será uma obra importante para o centro da cidade. “A obra será feita no menor prazo possível para ficar bem feita, a tempo dos seus atuais vendedores regressarem e voltarem a encher este lugar com a sua fruta, as suas flores e a sua alegria”, sublinhou Rui Moreira.

Foram muitos os que quiseram ver e ouvir acerca do projeto de requalificação do mercado do Bolhão. Rui Moreira foi direto no seu discurso. Reconheceu que o projeto é conservador, propositadamente. Irá manter a traça original e irá preservar o mercado dos frescos e será mais seguro e confortável. Para quem compra e para quem vende.

A intervenção que o mercado do Bolhão irá sofrer vai ter soluções tecnológicas, conforto para quem compra e para quem vende, segurança alimentar e dos visitantes, redes de eletricidade, esgotos, frio e aquecimento modernas.

O edifício terá uma cobertura no piso inferior, acesso direto ao metro e acessos para cargas e descargas a partir da rua Alexandre Braga. Já o piso superior, com entrada para a rua Fernandes Tomás, vai manter a parte comercial mas terá também restauração, o que significa passar todo o mercado de frescos para o piso inferior.

Tudo vai acontecer “sem estragarmos o Bolhão. Tudo isto, mantendo a sua traça, a sua função, as suas soluções mais genúinas e a sua alma”, sublinhou Rui Moreira, durante o seu discurso, que contou com a presença, entre outros, do vereador do urbanismo, Correia Fernandes e o arquiteto responsável pelo projeto, Nuno Valentim.

O presidente da Câmara do Porto adianta também que ninguém foi esquecido neste projeto. “Temos que garantir a elevação de pessoas com mobilidade reduzida através de elevadores, temos de assegurar que aqui se podem fazer cargas e descargas com condições de sustentabilidade e conforto para as imediações do mercado.”

O mercado da indústria da restauração também não foi esquecido. “Temos que garantir que o mercado apresenta condições competitivas para que a indústria da restauração e da hotelaria aqui venha abastecer-se”.

Rui Moreira afirmou que os 20 milhões de euros necessários à execução da obra serão disponibilizados pela autarquia, devido à sua folga orçamental e por isso, não irá recorrer a verbas privadas. Neste orçamento está contemplado o mercado transitório que vai acolher os comerciantes até final da obra. O autarca admitiu contudo uma candidatura a fundos comunitários, dada a importância patrimonial e histórica do imóvel. Arranjar “um ou mais mecenas” está também equacionado para apoiar a animação do espaço.

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