Michelin 2015 em Portugal… Para além do brilho das estrelas

Foi ontem divulgado o guia Michelin para Portugal e Espanha para 2015 e tal como Angel Pardo, director de relações exteriores da Michelin na Península Ibérica afirmou à Cadena SER, “não haveria más notícias”. E Não houve.

Em Portugal tudo se manteve e houve novidades. A segunda estrela do Belcanto, em Lisboa, a recuperação da do São Gabriel, no Algarve e a conquista da primeira do Pedro Lemos, no Porto. Estão todos de parabéns!

E Portugal também está de parabéns. Nunca tivemos tantas estrelas e sente-se que se continua a trabalhar no nosso país para valorizar a gastronomia nacional. Não ficaremos certamente por aqui nos próximos anos. Duarte Calvão espelha isso neste artigo, escrito uns dias antes do anúncio de ontem.

O que fica da ressaca desta entrega de estrelas?

Leonel Pereira
Leonel Pereira
Que a Michelin premeia estabilidade. Não é novidade. Leonel Pereira não foi a tempo, no ano passado, de evitar a perda da estrela do São Gabriel, mas teve um ano inteiro para a solidificar. Era, e foi, a estrela menos surpreendente da nova constelação nacional.

Belcanto
Belcanto
O trabalho de José Avillez no Belcanto também foi premiado com a consistência acima da média (no universo Michelin) a que nos habituou, notando-se uma bela fusão entre execução e criatividade. Faz parte do seu DNA. Registe-se que é o primeiro duas estrelas de uma equipa liderada por um chefe nacional. Não podemos ignorar este facto quando tantos trabalham para tornar a massa produtiva existente no nosso país um valor para a economia e para a imagem internacional da nossa cozinha.

Pedro Lemos
Pedro Lemos
Pedro Lemos salta para a “ribalta” do público em geral, dado que no meio todos conhecem a sua arte. Chef muito coerente dentro da cozinha, agremia para o Porto uma estrela que o Porto não tinha há 34 anos, mas que é de uma nova geração. Um orgulho para uma cidade que há muito anda a trabalhar na cozinha cujas portas o Yeatman já tinha aberto. Uma curiosidade geográfica, enquanto Porto e Gaia não forem a cidade no papel que já é no dia-a-dia.

Para além do orgulho que sinto no crescimento da constelação, também me apraz observar que temos tudo para Portugal ser ainda mais risonho nos anos que aí vêm!

Bom trabalho!
Paulo Russell-Pinto

Comentários

comentários

Powered by Facebook Comments