Marés Vivas – take 3 com pronuncia do Norte

Terceiro e último dia do festival Marés Vivas, dia em que a pronuncia do Norte se fez notar com nada mais nada menos que três atuações de encher os olhos e os ouvidos.

Vamos ao primeiro caso, Diana Martinez & The Crib, que pelo segundo ano consecutivo marcaram presença no festival. Se já o ano passado tinham estado muito bem a todos os níveis. Som, presença no palco e interpretação, este ano conseguiram melhorar! Mais maduros, disseram presente mais uma vez, com uma Diana mais artista em palco, uma qualidade de som mais apurada e com muitos “fieis” presentes.

Segundo caso e previsível, Rui Veloso. Mas que bem que esteve o pai do Rock português!! o palco principal foi pequeno para tanto rock, tanta nota debitada de uma categoria igual a um whisky velho, 35 anos, os mesmos que já leva de carreira. Os clássicos estiveram presentes, como “Chico fininho”, “Porto Covo”, “Nunca me esqueci de ti” ou “Porto Sentido”.

A terceira atuação portuense foi também um caso sério. Falamos dos Papillon que se mostraram no palco secundário, já a noite tinha chegado. Joana Manarte comandou uma banda que se estreou da melhor maneira neste festival. Com um à-vontade tremendo em cima do palco, Joana Manarte contagiou o público que dançou e pulou ao som de uma banda bem “orquestrada” e em português. Excelente som, teclados, guitarra, trombone, saxofone, trompete, bateria e baixo, todos a contribuírem para um grande show! Banda a acompanhar!

E quanto ao resto? Ainda no palco principal, o primeiro a subir ao palco foi Tatanka, segunda pele do vocalista dos Black Mamba, agora a solo. Sempre muito comunicativo com o público, conseguiu abrir o palco com boa música.

O palco principal recebeu, ainda o sol ia alto, Beth Orton que foi captando a atenção de algum público curioso para conhecer melhor esta artista inglesa que já venceu um BRIT Award.

O senhor que se seguiu foi Tom Odell, ele que “bebe” influências de Elton John, David Bowie, Cat Power e Leonard Cohen. Foi um bom aquecimento para o concerto seguinte, o de Rui Veloso.

Para acabar a noite em grande, nada mais nada menos que os James! Eles que fizeram o check sound até bem tarde (as portas do recinto já tinham aberto), que ainda deu para alguns fãs da banda estarem junto do vocalista da banda, Tim Booth, que deambulava no recinto enquanto ensaiava.

Os James foram iguais a si mesmos. A diferença esteve mesmo no início do concerto, com luzes vermelhas e verdes, cores da bandeira nacional e com o hino luso. Depois foi ver o melhor dos James, com Tim Booth a deixar-se “flutuar” pelos braços de um público fiel e delirante. Por muitas vezes que a banda de Manchester venha a Portugal, arrasta sempre multidões e é sempre um espetáculo que fica na memória.

Na memória fica também as datas do Marés Vivas de 2017, que se irá realizar entre os dias 13 e 15 de julho. Até para o ano.

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