Marés Vivas – take 1

Era de esperar que o primeiro dia fosse marcado por Sir Elton John e foi o que aconteceu, mas também houve algumas surpresas à mistura.

Mas vamos primeiro ao cabeça de cartaz. Elton John começou a jogar forte mesmo antes de começar o concerto. Dias antes, fez saber à organização que queria atuar mais que os 90 minutos combinados. Assim sendo, teve pouco mais de duas horas de tempo de antena, para que, muito provavelmente, fazer as pazes com Portugal, depois do cancelamento do seu concerto em 2000 no Estoril.

E não é que fez mesmo as pazes?! Com um concerto de duas horas e quinze minutos, Elton John não se limitou a debitar musicas. Espalhou alegria, esteve constantemente em comunicação com o público e transmitiu uma energia fora do comum. Todo vestido de preto e com uns motivos vermelhos, Sir Elton John tocou um vasto repertório incluindo “Candle in the Wind”.

A terminar a noite foi a vez dos D.A.M.A. A banda de Lisboa encontrou um público fiel às suas musicas, acabando o primeiro dia em grande estilo, cheio de hip-hop, pop e rap.

O palco principal começou pelas 19h00 com Foy Vance, um irlandês com influências musicais do sul dos Estados Unidos, onde passou a sua jventude. Música ligeira a cumprir o seu papel de começar a reunir o povo junto ao palco principal mas brindado com muito sol.

Para o final da crónica do palco principal deixamos um dos melhores momentos, com uma estilosa Kelis. Com um vestido vermelho e salto alto, óculos de sol e um cabelo grandioso, Kelis distribuiu muito charme e excelente música. A nova iorquina que já venceu um Brit Award, namorou um público atento, à luz de muito sol, qual fim de tarde romântico. Kelis conquistou a crítica e merecia um horário mais tardio para a sua atuação.

Palco secundario

Espaço para revelações, o Palco Secundario recebeu duas bandas de Barcelos. Os Killimanjaro e os Glockenwise. Os primeiros acusam-se com um estilo heavy-rock, riff saude se ouvem lá longe mas com um som suficiente para nós manter bem atentos.

Os Glockenwise trouxeram um trash-pop, fazendo um caminho seguro e sem surpresas. Suficiente para animar a Malta.

Para terminar o palco secundario mostraram-se os OUPA! Projeto do bairro Cerco do Porto. Este é um projeto onde o rap acredita no sucesso, acredita num mundo melhor e os palcos são uma boa montra para mostrar isso mesmo.

 

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