Louçã não se recandidata à liderança do BE

Francisco Louçã, coordenador do Bloco de Esquerda (BE) não se irá recandidatar à liderança do partido. A decisão foi tornada pública esta sexta-feira, na sua página de Facebook. Com esta decisão, deixa caminho aberto para uma renovação que há muito tem vindo a ser falada.

Numa declaração extensa na sua página do Facebook, Louçã, afirma “Julgo que é tempo de uma renovação da representação pública do nosso movimento”. Isto depois de ter assumido a liderança do partido durante treze anos.

Na sua missiva aponta algumas vitórias conseguidas pelo partido como “o princípio da abertura do sigilo bancário”, a “despenalização do aborto” e até mesmo “o casamento gay”. Refere-se ainda ao seu amigo, camarada e “irmão-de-armas”, Miguel Portas.

Desfeito o mistério sobre a não recandidatura de Louçã, a liderança poderá ser assumida por dois nomes que já vêm sendo falados, são eles João Semedo e Catarina Martins. Até porque Louça, na sua mensagem faz uma sugestão: “que a nova representação do Bloco seja assegurada por um homem e uma mulher”. Semedo, em declarações à TSF já disse que está disponível para abraçar a liderança dos bloquistas, desde que os militantes do partido assim o entendam.

O Bloco de Esquerda terá o seu congresso em Novembro e ai tudo se decidirá quanto ao novo ou novos lideres. Francisco Louçã cumpre treze anos de liderança, desde a fundação do partido que é o mesmo que dizer dois mandatos, onde teve a oportunidade de ter “discutido com cinco primeiros-ministros”.

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