Lenny Kravitz inesquecível e Buraka terminam a bombar

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Não ficaram defraudadas as expectativas criadas para o segundo dia do Marés Vivas, que ontem aconteceu no Cabedelo, em Vila Nova de Gaia. Lenny Kravitz fez história ao proporcionar o melhor concerto da noite, comandando um publico rendido por completo ao norte-americano. Buraka Som Sistema fecharam a noite da melhor forma, pondo a bombar as cerca de 30 mil almas dançantes até ao último minuto.

Lenny Kravitz

Desta vez a história começa pelo meio da noite. Lenny Krevitz, tinha estatuto de cabeça de cartaz e não deixou esses créditos por sons alheios. Com “It Ain’t Over ‘Til It’s Over” e “American Woman” a abrir, Lenny dava a entender que toda a gente não ia parar de dançar, não ia parar de curtir. E foi isso que aconteceu. Rock puro e duro, cru, mas cheio de alma, quer de Lenny, quer do trio de vozes que o fez acompanhar que se mostrou um autêntico espetáculo.

À medida que o concerto ia avançando, o conjunto que estava em palco ganhava mais fôlego, mais “power”, mais força. Esticou algumas músicas é certo, mas os verdadeiros fãs agradeceram, com palmas, com cânticos e aos constantes chamamentos de Kravitz para acompanharem a banda.

Lenny Kravitz fez questão de se fazer acompanhar em palco de vários instrumentos, órgão, trompetes, saxofones, guitarras (claro!) e uma portentosa baterista – Cindy Blackman – que foi muito ovacionada.

Mas Lenny Kravitz emocionou-se. E desabafou: “Tive o prazer de estar dois dias aqui no Porto. Comi a comida de cá, estive com pessoas, visitei os seus lugares e tenho que vos dizer: quero mudar-me para cá. Eu ia perder a cabeça, se viesse para aqui. Só precisava de um pequeno apartamento para poder viver com uma bonita mulher portuguesa”. Foi um grande momento da noite, este!

A certa altura, Lenny fez o inesperado. Rompeu pela multidão, pela ala esquerda e foi até meio, até subir para a bancada improvisada. Ai continuou a cantar e a puxar pelo público que estava louco por ver o seu ídolo ali tão perto. E lá voltou ele, novamente pelo meio do público para o palco. Excelente prenda para um público que mereceu.

E depois de a banda se ter retirado por momentos, o público pedia mais e teve mais. Lenny Kravitz voltou com o seu grupo e voltou mais forte que nunca. “Are you gonna go my way” foi a canção servida à multidão com tanta força, tanta garra como a primeira. Foi a loucura total!

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Mais festival

As honras de continuar a puxar pelo público e fechar o segundo dia do Marés Vivas foi para os Buraka Som Sistema. “Hoje ninguém dorme em Gaia e vamos tentar que, do outro lado do rio, no Porto também ninguém durma”. Foi desta forma que a banda entrou em palco para acabar a noite em grande. Fumos e vuvuzelas distribuídas pelo público fizeram o espetáculo dos Buraka. E ainda houve tempo para uma pequena aula de kuduro, proporcionada a algumas meninas do público.

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O palco principal começou com Kika, pelas 20h30, com talento à vista, apesar de muito nova. Será certamente o início de muitos concertos. Mas Kika aqueceu o suficiente para a entrada de Miguel Araújo. Simpático, o artista portuense manteve o seu registo e até tocou temas de Abba e Bob Dylan. Lá pelo meio houve lugar a um pedido de casamento, em pleno palco, tendo um final feliz, ou seja, um “sim”. “E tu gostas de mim”, “Recantiga” e “Fizz Limão” foram alguns temas tocados.

Palco Santa Casa

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Mais uma vez o palco secundário abriu eram 18h00 com uma surpreendente Koa. A jovem cantora, sempre vestida de cabedal preto, mostrou uma produção diferente, sempre muito à vontade e com quatro bailarinas.

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Depois entrou Jimmy P. Filho de Jorge Plácido (antigo jogador do FC Porto) juntou muito público jovem para ouvir o seu hip hop, reggae e R’n’B.

O festival encerra hoje, com The Script, Jamie Cullum, Ana Moura e The Black Mamba no palco principal. O palco secundário recebe Like Us e Deau.

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