Japoneses acordaram o “Fantas” de modo “heróico”

Entras num combóio expresso com algumas pessoas, sentas-te e tudo parece tranquilo. De repente, na estação do “Oriente”, entra gente que nunca mais acaba e não fazes ideia de onde eles vêm. Afinal, até sabes, são oriundos do Japão e vieram para “acordar” o Fantasporto numa semana que parecia algo adormecida com os vírus que teimavam em não penetrar nas veias dos seguidores do cinema fantástico.

Num Grande Auditório lotado, o Teatro Municipal Rivoli engalanou-se ontem à noite para receber os protagonistas de “I am a Hero”, de Shinsuke Sato, e homenagear a Toho Co. que é das maiores produtoras japonesas da atualidade, responsável por filmes de cineastas como Akira Kurosawa ou por produções como Godzilla.

Yo Oizumi, no papel de Hideo Suzuki, o herói surpreendente e inesperado na luta contra os zombies, foi também o protagonista e o foco das atenções no Rivoli antes da exibição do filme, ao apresentar-se em palco como… “Eu sou o Cristiano Ronaldo”, em bom português, iniciando-se, a partir dali, um clima contagiante entre elenco e plateia que se manteve durante o filme e que transbordou no final com uma ovação monumental a toda a delegação de “I am a Hero” – a mais completa de um filme que alguma vez esteve presente num festival de cinema português – que incluiu pessoal de promoção, caracterizadores, cabeleireiro, dois jornalistas e quatro tradutores, um fotógrafo e uma equipa de filmagem.

Foi uma noite que marca definitivamente esta edição do Fantasporto que ganha vida nesta reta final. Filmes como “Prisioner X”, do canadiano Gauray Seth, “The Open”, do francês Mark Lahore, “Queen of Spades”, do russo Svyatoslav Pogadeyevsky, estão entre os melhores rodados no Porto, mas “I am a Hero” veio baralhar as contas, quando ainda faltam passar bons filmes e hoje, pelas 23h00, até há concorrência japonesa com Chasuke’s Journey, de Sabu.

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