“Pedro e o Lobo” inscreve-se no cardápio daquelas histórias que foram ganhando um carácter universal, tal e qual como o “Capuchinho Vermelho” ou “Alice no País das Maravilhas”. A Jangada Teatro, de Lousada, apostou em levar à cena uma versão renovada da famosa fábula de Esopo, naquela que constitui a sua 45ª produção: um espectáculo de teatro musical com marionetas para famílias (miúdos e graúdos). A estreia decorre já no próximo dia 4 de Novembro, sexta-feira, às 21h30. Com repetição no sábado, dia 5 (21h30) e domingo, dia 6, às 16h00.

Num espectáculo que recorre às formas animadas, as personagens Pedro, Bode Velho, a Mãe Amélia, o Mestre Inácio, a D. Piedade e as ovelhas Ronhosa e Lanuda desfilam em palco, num jogo de expansão e retracção, criando em termos visuais uma sensação de dinâmica constante. As figuras assumem dimensões bidimensionais e tridimensionais e o formato de abordagem dramatúrgica faz-se através de diálogos e narração.

As marionetas, ou mais correctamente os bonifrates, foram construídas a partir da matriz criativa das ilustrações de Fedra Santos. À chancela singular da ilustradora ao nível das figuras, alia-se o trabalho dos actores/narradores que conferem vida aos bonifrates e acentuam as diatribes e malandrices alicerçadas na mentira contínua protagonizadas por Pedro.

pedro-e-o-lobo-7No que diz respeito à música, esta resulta de uma criação original específica para a cena e é interpretada ao vivo, com recurso ao piano. A composição musical foi feita a pensar nas crianças mais exigentes, naquelas que querem mais do que o bê-á-bá melódico, proporcionando bons momentos de fruição aos adultos. Juntar o lado lúdico ao pedagógico é conjugar o verbo divertir e somá-lo à palavra conhecimento.

A Jangada Teatro fará itinerância com a peça, estando certas 12 apresentações no Theatro Circo, em Braga, entre os dias 13 e 18 de Dezembro.

Ficha Técnica – Texto e encenação: Luiz Oliveira; Interpretação: Luiz Oliveira, Rita Calatré e Vítor Fernandes. Música original e pianista: Rui Souza. Bonifrates e figurinos: Susana Morais; Cenografia: Xico Alves; Grafismo: Fedra Santos; Desenho de Luz: FM e Fernando Oliveira.

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