Isabel Ventura – “To Jazz”, com amor… Uma ‘Carta Musical’ escrita no Helena Sá e Costa

Talvez um compasso de espera manifestamente expectante por uma noite de “D’Bandada” tenha retirado gente ao concerto de Isabel Ventura, na última sexta-feira. A verdade é que o brilho e o fulgor do quarteto que vimos em palco no Teatro Helena Sá e Costa, no Porto, permaneceram imaculados na apresentação ao público do álbum “To Jazz”.

Sentado nas célebres e pioneiras cadeiras Flame, que o já desaparecido arquitecto Oliveira Dias desenhou num momento inicial para a sala portuense e replicou em tom azulado para a sala de imprensa da Casa Branca, em Washington (em Portugal os teatros municipais de Bragança e Vila Real também as têm instaladas), o público presente foi convocado a aplaudir mais de uma dezena de temas em que a banda e a líder mostraram estar em muito boa forma.

Muito pouco tempo depois da hora marcada, 21h30, Brian Tavares de Carvalho, qual arauto musical, inicia ‘as diatribes jazzísticas’ no trompete e logo aí toda a gente ficou a saber ao que ia. “Eleanor Rigby”, tema assinado por Lennon e McCartney, abriu as hostilidades com a centelha rítmica do trompetista e aos poucos o piano de Marco Figueiredo, o contrabaixo ‘domado’ por José Carlos Barbosa e a bateria de Michel Marques vão levantando fervura. Isabel Ventura entra a preceito, com um vestido castanho dégradé que se espraia em tons de bege a partir da zona cintura e uns sapatos elegantes, bem ao jeito do calçado feminino usado nos loucos anos vinte do século passado. A marcar a silhueta o cabelo liso e uma ligeira trança que se abate sobre o ombro esquerdo.

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