Guimarães, Braga e Famalicão – Um triângulo em Novo ‘Circ(o)..ulo’ Vaudeville Rendez-Vous

A partir de hoje, sexta-feira, há escolha múltipla no que toca a artes de rua e circo contemporâneo, é através de um programa vasto que o Festival Vaudeville Rendez-Vous acontece em três localidades do Minho: Vila Nova de Famalicão, Braga e Guimarães.
Assim, de 15 a 23 de Julho, a iniciativa, que este ano contabiliza a sua terceira edição, vai proporcionar ao público a fruição de 18 apresentações de 12 espectáculos, oito deles em estreia. O Festival Internacional Vaudeville Rendez-Vous é um evento cuja responsabilidade depende em primeira instância do Teatro da Didascália.
A companhia Ockham’s Razor’s vai apresentar-se na abertura de hoje, em Guimarães, na Praça da Plataforma das Artes e da Criatividade (um legado da Capital da Cultura que decorreu na “Cidade Berço” em 2012). O espectáculo a quem foi concedida a honra ‘de inaugurar’ as actividades artísticas dá pelo nome de Tipping Point.
No dia 16, sábado, a dinâmica do festival estará numa fase subsequente à do aquecimento dos motores (anatómicos, na sua essência) e serão três os espectáculos a presenciar: Arremesso, em registo de estreia absoluta e co-produção do festival com a companhia Bisonte Amarelo e ao qual Filipe Caldeira empresta o corpo e terá lugar no Parque da Juventude, em Famalicão; Fio de Prumo, da companhia Erva Daninha (Largo da Oliveira/Guimarães), que cruza a técnica de malabarismo com a manipulação de tijolos e o tecido acrobático; por fim Resiliência, que resulta da segunda co-produção do festival (Avenida Central/Braga).
Domingo, dia 17, será apresentado Tangram, do credenciado Stefan Sting e da incontornável bailarina Cristiana Casadio, em Famalicão. Segunda-feira, dia 18, é a vez de Tauromáquina se exibir ao público em Braga (Praça Municipal). No mesmo dia, desta feita em Guimarães, o Largo Condessa do Juncal acolhe Potted, uma criação experimental que resulta do trabalho da companhia espanhola La Trócola Circus Company.
No dia 19 há um menu artístico diverso e digno de ser presenciado: L’Effet Escargot – premiado em 2013, com o “Prix du Public”, em “Années Joué” que em 2014, arrebatou o “Prix de L’Humour à Leioa”, em Espanha. O referido espectáculo cruza o circo e os skis, num momento de imperativa apreciação. “Insekto”, da companhia portuguesa Teatro do Mar (sediada em Sines) que está a celebrar 30 anos de existência, será apresentado na Avenida Central, em Braga – uma criação cuja inspiração é tributária da obra de Franz Kafka A Metamorfose.
Já quase no ocaso da iniciativa, a 22 de Julho, o Largo da Oliveira acolherá Pozzo, uma parceria criativa da responsabilidade de Carlos Reis e Rui Paixão, vencedor do prémio OFF Circada, em Sevilha, como artista emergente no circo contemporâneo.
Transportadores, espectáculo vencedor da primeira Bolsa de Criação Isabel Alves da Costa, da companhia Radar 360, que nos revela os nómadas contemporâneos, está agendado para dia 22 de Julho, no Centro Coordenador de Transportes, em Vila Nova de Famalicão. O encerramento do festival decorre dia 23 de Julho com a estreia nacional de A Corps Perdus, em que os movimentos dos corpos se misturam para chegar a um estado de acção e liberdade.
O envolvimento com a comunidade local e artística estará na ordem do dia, para o efeito serão realizados debates com convidados, sessões de formação e encontros.
Bruno Martins, director artístico do festival confessou ao Global News, em jeito de convite, “ As pessoas vão ver aquilo que não é hábito verem ou que não têm tanta oportunidade para ver.” E concluiu “Acredito que o festival é portador de uma série de projectos que trabalham o circo e as artes de rua de uma forma nada óbvia e com frescura, com inovação, no capítulo das diversas linguagens, a dança, o teatro, o circo e as artes plásticas.” Enquanto anda, pare para ver, não vai pagar nada por isso.

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