Grande Trail Serra d’Arga não é para meninos, é mesmo para bravos!!

Pela segunda vez consecutiva participei no Grande Trail Serra d’Arga, organizado pelo grande Carlos Sá. E pela segunda vez, na distância de 23 kms. O relato que irei fazer é sobre tudo o que vi e senti durante a minha prova. Poderei fazer algum comentário sobre as outras distâncias, mas com base em relatos que ouvi.

A decisão de voltar a fazer esta prova teve que ver, por um lado, com o facto de estar já a treinar com alguma regularidade, testar o meu corpo, depois de ter luz verde dos médicos para eu voltar a correr e para ter o prazer de fazer uma prova que voltou a ser bem organizada. Mas a razão principal foi ter conseguido dar a volta psicológicamente para voltar a correr. Conseguir voltar a ter “pica” para correr. Para isso tive de ignorar todas as recomendações dos entendidos na matéria. Tive de rasgar todos os manuais e pensar por mim, tomar decisões sozinho. Essa aventura dará outro artigo!

Desta vez fui sozinho para a prova. Segui as indicações e recomendações da organização. Tudo bateu certo. Não tive nenhuma dificuldade. Vou sublinhar o primeiro aspeto positivo desta edição. A organização decidiu criar quatro locais para levantamento de dorsais, antes do dia da prova. As cidades escolhidas foram o Porto, Braga, Viana do Castelo e Caminha. Fui levantar dorsais no Porto. É certo que demorou bastante tempo, havia uma fila muito grande. Penso que a organização não contava com tantas pessoas. E estou certo que para o ano será diferente a mecânica no ponto de levantamento de dorsais.

Segundo aspeto que quero sublinhar. As provas de 53 kms, 33 kms e 23 kms (as que assisti à partida) partiram exatamente à hora marcada, sem atrasos. Este aspeto é muito importante e faz com que possamos dizer se é ou não bem organizado qualquer evento. Tenho ouvido falar em alguns atrasos em algumas provas. E eu também já comprovei atrasos em alguns treinos com muitos atletas. Está mal! Se marcam para uma determinada hora, é bom que cumpram horários. As pessoas podem não dizer nada, mas depois começam a desaparecer…

A camisola da equipa Global News
A camisola da equipa Global News

As boleias que a organização anunciou estavam lá sem atrasos. Foi mais uma vez uma forma cómoda dos atletas poderem dirigir-se para as partidas.

Terceiro aspeto que quero sublinhar. Pouco antes da prova de 23 kms começar, um grupo de atletas dirigiu-se à organização perguntando onde podiam levantar os dorsais. Apesar do staff da prova indicar que no dia das provas não era possível o levantamento, por o grupo estar a vir de longe, foram feitos todos os esforços para que não deixassem de participar. Não sei qual o desfecho deste episódio, mas pelo que assisti, a organização não negou a distribuir os dorsais.

“Os 23 kms foram novamente duros. Tive que ser forte mentalmente para não pensar em desistir e conseguir levar o percurso até ao fim”

Quanto à prova propriamente dita, teve uma pequena alteração no início, com uma volta de regresso à partida, para depois pegarmos de estaca para percorrermos todo o percurso. Os 23 kms foram novamente duros. Ia preparado psicológicamente para uma prova que sabia que não me tinha preparado convenientemente para a fazer de forma confortável. Tive que ser forte mentalmente para não pensar em desistir e conseguir levar o percurso até ao fim.

Os abastecimentos não falharam nem o staff da prova, para que nunca ficássemos sem apoio. Desde GNR, até o próprio staff da organização, estiveram sempre presentes.

Mas quero dizer-vos que durante o percurso vi muitos atletas que não estavam minimamente preparados para fazer estes 23 kms. Aliás, vi dezenas de atletas que se queixavam ora do percurso ser duro, ora da condição fisica e por isso com muitas dores no corpo, ora do estado do tempo que não era o melhor para fazer este tipo de corrida. O que eu digo é que quem não está minimamente preparado que fique em casa. Uma coisa é estarmos em prova e por nos esforçarmos mais no início da mesma, tenhamos algumas dificuldades em acabar, mas é uma situação que está controlada. O corpo tem condições para chegar a essas situações. Outra coisa é o corpo não estar preparado o suficiente para a pessoa disfrutar da prova. O que é pena, porque o GTSA tem paisagens fantásticas.

O final é sempre marcante. Seja em que posição possamos ficar, é motivo de festejos. Nunca se esqueçam disso.

O repasto fornecido no final era massa com atum, fruta e sumo. Melhor? Só mesmo na classificação. Para o ano há mais!

Equipamento
t-shirt: sem marca, do team Global News
sapatilhas: Salomon X-Scream
Calções: Salomon

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