Fetichista por pés tenta bater recordes de multitrampling no ErosPorto

Prática consiste em ser pisado por mais que uma pessoa em saltos altos

Apreciado pelos adoradores de pés, o multitrampling consiste em alguém pisar outro com os pés calçados, normalmente com salto alto. Um dos fetichistas por pés do “Cantinho do Foot Fetish” do Salão Erótico do Porto, que se realiza este ano de 10 a 13 de março, na Exponor, vai tentar sustentar sobre o seu corpo o peso do maior número de mulheres e assim bater os recordes ibérico e mundial, fixados respetivamente nas 11 e 15 mulheres.

A tentativa de bater os recordes ibérico e mundial de multitrampling vai acontecer no segundo dia do IX ErosPorto – Salão Erótico do Porto 2016, pelas 23h, no palco principal. E as visitantes do maior evento erótico nacional podem participar também, através da inscrição prévia no “Cantinho do Foot Fetish”.

Com a inclusão deste novo espaço temático dedicado à atração erótica por pés, o ErosPorto dá seguimento a um dos seus principais objetivos, o de proporcionar aos visitantes informação e demonstração de diferentes práticas que conduzam a uma vida sexual com mais prazer. Para além do “Cantinho do Foot Fetish”, o evento mantém ainda a aposta na área BDSM – Bondage, Dominação, Sadismo e Masoquismo, dedicada às práticas sexuais mais extremas, onde se incluem todo um conjunto de fetiches no jogo interativo entre dominadoras e escravos.

Para abordar a temática do foot fetish, o ErosPorto convidou uma das maiores especialistas espanholas nesta matéria e não só. Arola Poch, licenciada em Psicologia, Comunicação Audiovisual e especialista em sexualidade, é uma reconhecida bloguer, com intervenção assídua em televisão, rádio e Imprensa, promovendo os fetichismos e as práticas sexuais minoritárias e desconhecidas do grande público.

Fiel à filosofia “sex positive”, é da opinião de que “cada um deve viver, com liberdade, a sexualidade da forma que lhe mais satisfaça”, pelo que através do seu blogue arolapoch.com procura disponibilizar uma visão positiva e normalizada do sexo, sem tabus ou estereótipos. Adepta do foot fetish, Arola publica semanalmente fotos dos seus pés em diversas redes sociais, imagens seguidas por milhares de admiradores em todo o mundo.

Foto_Trampling

Sapatos altos, botas ou meias?

De acordo com a bloguer, o foot fetish consiste na atração erótica por pés mas “não implica especificamente uma atração por sapatos de salto alto, botas ou meias” ou seja, “podem existir associações e prazeres compartilhados”. Sejam grandes, pequenos, com mais ou menos curvatura na planta, com dedos largos ou estreitos, com ou sem unhas pintadas ou até sujos e com odor, “todos os pés têm o seu público”, explica.

No jogo fetichista há sempre dois papéis, o que dá e o que recebe. Segundo Arola, “ambos podem ser muito prazerosos. O fetichista que dá desfruta muito comendo uns pés. E quem recebe… só posso dizer que o pé possui muitos pontos erógenos”. Para a especialista, brincar com os pés “pode ser perfeitamente um ato sexual em si mesmo. Não é necessária penetração para tirar partido do sexo foot fetish. Mas também pode-se começar por brincar com os pés e acabar com a penetração”.

Arola Poch e Sergy Martin, responsáveis pelo “Cantinho do Foot Fetish” do Salão Erótico do Porto, integram o movimento Spanish Foot Fetish e têm sido grandes impulsionadores desta prática no país vizinho com a organização de festas temáticas. Sem fins lucrativos, estes eventos procuram, por um lado, promover e, sobretudo, normalizar a prática do fetichismo por pés, e por outro, possibilitar experiências aos adoradores de pés que não têm com quem praticar.

No “Cantinho do Foot Fetish”, Arola Poch promete divertir-se e desfrutar de massagens, adoração, trampling e dar a conhecer o mundo mágico do fetichismo por pés. Apaixonada por Portugal, em especial pela sua gastronomia, património cultural, paisagens e amabilidade das suas gentes, Arola declara-se “entusiasmada” com sua primeira vez no Salão Erótico do Porto.

O ErosPorto 2016 conta mais de 100 artistas nacionais e internacionais, provenientes de vários países da Europa e América Latina. Atrizes, atores, strippers, pole dancers, drag queens e transformistas são apenas alguns dos protagonistas que poderão ser vistos em 12 palcos e áreas privadas com espetáculos diversificados e contínuos.

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