Estado terá sido prejudicado pela Conforlimpa em mais de 40 milhões


Photo credit: BrittneyBush / Foter / CC BY-NC-ND

Armando Cardoso, presidente da Conforlimpa foi esta quinta-feira detido por suspeitas de prática de um crime de fraude fiscal qualificada, através de um esquema e que terá lesado o Estado num valor superior a 40 milhões de euros. Neste esquema estiveram envolvidas empresas do grupo, de acordo com informação avançada pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP), num comunicado enviado à Lusa.

De acordo com o comunicado do DIAP, o crime de fraude fiscal aconteceu entre 2005 até ao presente ano, com empresas fictícias que emitiam faturas falsas, tudo para que a empresa principal do grupo Conforlimpa contabilizasse o custo e deduzisse indevidamente o IVA.

Foi também apurado que os gerentes dessas empresas fictícias não tinham nenhuma relação com o ramo de negócio das empresas, não trabalhavam nas mesmas, dando apenas o seu nome para criar as mesmas.

A Autoridade Tributária e Aduaneira montou uma operação denominada «Clean», que colocou em prática em vários locais do país e que teve a colaboração da Polícia Judiciária, desencadeado por um inquérito da 3ª secção do DIAP.

Durante as buscas efetuadas nas ditas empresas e na casa de Armando Cardoso, foram apreendidos balancetes do ano transato e que mostram que em janeiro e fevereiro do corrente ano, numa dessas empresas foi deduzido o iva no valor de cerca de 1,2 milhões de euros.

De acordo com o comunicado do DIAP, o empresário “prejudicou o Estado em mais de 40 milhões de euros”. Na mesma nota, foi ainda exclarecido que esta operação não impede ou inviabiliza que a Conforlimpa continue a trabalhar.

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