Equipa do Global News acompanhou o Festival Internacional de Transformismo no Café Lusitano

Durante um mês o Global News acompanhou o que foi feito no palco e nos bastidores do Festival Internacional de Transformismo do Porto, que decorreu no Café Lusitano ao longo do mês de Janeiro (sessões às sextas-feiras – 8, 15, 22 e 29). Assistiu à metamorfose dos actores e ao desfile dos personagens. O contacto com os intervenientes e as observações das prestações no ‘Terrace Elisabete’, daquela casa de animação nocturna do roteiro gay, permitiram a percepção de uma tipologia de espectáculo que tem tudo para crescer nos próximos tempos.

E a sala do ‘Terrace Elisabete’, com espelhos no tecto, dois (i)lustres altaneiros e um bar bem apetrechado configuraram o espaço como o habitat do transformismo. O público presente, que reunia casais e solteiros homossexuais, bem como heterossexuais, vibrou com as apresentações ao vivo de Elecktra Ashford, Linda Xennon, R. Madonna, Jessy Pedroza, Nicole Vartin, Shantal de Cuba, Kyrah, Alejandro Beauty, Naomy Beauty, Agatha Top, Aduana Zone e Bushido. Afinal e tão-somente nomes artísticos que convertem homens numa espécie de meta-personagens.

 

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Natasha Semmynova, nome artístico de Vítor Fernandes, a apresentadora de serviço, assegura-nos que “A ideia foi inteirinha do Mário de Carvalho (proprietário do Café Lusitano), depois foi pôr os pés ao caminho para organizar tudo isto!”. E a verdade é que o autêntico ‘autocarro de 40 lugares’ (o sentido não é literal, naturalmente) proporcionou quatro sessões que foram viagens, em diferentes episódios, ao universo do transformismo. Foi possível apreciar o empenho e esforço na apresentação dos diversos intervenientes: na busca de um nível de expressividade interpretativa de grande intensidade.

As maquilhagens acentuadas a fazerem sobressair os olhos, as transformações anatómicas, a indumentária utilizada com todos aqueles excessos de brilhantes, por vezes com lantejoulas, a engenhosa artimanha da utilização das lingeries do tipo fio dental e as vozes pré-gravadas ora mais graves ou mais finas remetem-nos para a condição de Lavoisier: “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.”

Alguns destes artistas cuja faixa etária se situa entre os vinte e poucos anos e os mais de 50 já passaram pelas casas mais referenciadas que acolhem este segmento de espectáculos: casos de Mister Gay em Almada, Why Not e Le Cube em Leiria, do Trumps em Lisboa ou Heaven no Algarve.

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O fotojornalista Diogo Baptista presenciou todas as sessões e retratou para memória futura as prestações dos artistas que agora deixamos aqui para fruição dos nossos leitores.

Texto: João Fernando Arezes

Fotografias: Diogo Baptista

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