Dia Mundial da Saúde Mental traz ao Porto principais figuras internacionais da área

Kjell Magne Bondevik Author: aktivioslo / photo on flickr
Kjell Magne Bondevik
Author: aktivioslo / photo on flickr

O primeiro chefe de Estado a admitir sofrer de doença mental, o antigo Primeiro-Ministro da Noruega Kjell Magne Bondevik, é um dos convidados das comemorações do Dia Mundial da Saúde Mental, este ano, com o tema “Viver com a Esquizofrenia”. O programa organizado pela ENCONTRAR+SE – Associação para a Promoção da Saúde Mental, em parceria com o Centro de Estudos de Desenvolvimento Humano da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa no Porto, conta com várias iniciativas a decorrer a 24 e 25 de Outubro.

Cerca de 100 mil portugueses sofrem de Esquizofrenia, uma das doenças psiquiátricas mais graves e incapacitantes que afeta o pensamento, as emoções e o comportamento. Por ter um profundo impacto, não só na própria pessoa, como também em termos de cuidadores, família, trabalho e sociedade, o Dia Mundial da Saúde Mental 2014 tem como tema “Viver com a Esquizofrenia”.

É em torno desta problemática que a ENCONTRAR+SE, em parceria com o Centro de Estudos em Desenvolvimento Humano da Universidade Católica Portuguesa, organiza, nos dias 24 e 25 de Outubro, no Porto, diversas iniciativas nas quais participam algumas das principais figuras nacionais e internacionais da área. Para além de Kjell Magne Bondevik, ex-Primeiro-Ministro da Noruega e fundador da Oslo Center for Peace and Human Rights, é de destacar as presenças de Patt Franciosi, da Federação Mundial de Saúde Mental (World Federation for Mental Health) e coordenadora do Dia Mundial da Saúde Mental, Grabriel Ivbijaro, presidente Federação Mundial de Saúde Mental, e de Bert Johnson, presidente da Federação Europeia de Associações de Famílias de Pessoas com Doenças Mentais (EUFAMI), entre outros.

“Viver com a Esquizofrenia” e “Promoção da Saúde Mental e Prevenção da Doença Mental” são os temas dos painéis das conferências a decorrer na manhã do dia 24 de Outubro, no Pólo da Foz da Universidade Católica. Para além da conferência de abertura sobre o tema deste ano, a cargo de Patt Franciosi, destaque para as intervenções de Robin Murray, psiquiatra e Professor Jubilado do Instituto de Psiquiatria Kings College e presidente da Comissão de Esquizofrenia do Reino Unido, sobre “Esquizofrenia: uma doença abandonada?”; de David Crepaz-Keay, da Fundação de Saúde Mental do Reino Unido sobre “Viver com a Esquizofrenia na 1ª Pessoa”; e de Bert Johnson, sobre “Viver com a Esquizofrenia: Perspetiva das Famílias”.

No dia seguinte decorre o debate “Tornar a promoção da saúde mental e a prevenção da doença mental uma realidade. Está, ou não, ao nosso alcance?”, a partir do lançamento da edição portuguesa do livro de Rosalyn Carter, ex-primeira dama norte-americana. Neste debate participam, entre outros, Fernando Leal da Costa, secretário de Estado-Adjunto do Ministro da Saúde, João Henrique Grancho, secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, Álvaro de Carvalho, Diretor do Plano Nacional de Saúde mental, e Pedro Montellano, presidente da Global Alliance of Mental Illness Advocacy Networks-Europe (GAMIAN-Europe).

Ainda no mesmo dia realiza-se, no Palácio da Bolsa, um jantar de beneficência, comemorativo do VIII aniversário da ENCONTRAR+SE e cerimónica de entrega do I Prémio de Reconhecimento UPA que, anualmente, visa reconhecer pessoas e instituições que têm sido uma referência nacional no combate ao estigma e discriminação das doenças mentais. Enquadra-se no trabalho desenvolvido pelo Movimento UPA – Unidos para Ajudar, cujo mote é “Levanta-te contra o estigma e a discriminação das doenças mentais”, o qual desde 2007 desenvolve iniciativas de sensibilização e promoção da saúde mental e combate ao estigma associado à doença mental.

Nesta primeira edição, que conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República, serão distinguidos Rosalyn Carter, que há mais de 35 anos se dedica à defesa dos direitos das pessoas com doença mental; Kjell Magne Bondevik, ex-primeiro da Noruega, pela sua coragem de assumir publicamente sofrer de uma doença mental; e Zé Pedro Reis, guitarrista fundador dos Xutos e Pontapés, e padrinho do Movimento UPA, pelo seu papel fundamental na viabilização da primeira campanha, e constante apoio às diferentes iniciativas deste movimento.

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