Crónica: Livre/Tempo de Avançar

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Para iniciar a nossa cronica semanal, decidimos começar por uma resumida explicação cronológica para os nossos leitores tomarem conhecimento sobre o LIVRE, do que já foi feito, e do muito que ainda falta fazer. Serve também para invocar a participação democrática. Pois só com a participação ativa de todos os cidadãos é que alcançaremos o nosso objetivo. Que passa por democratizar a democracia portuguesa que atualmente está adormecida e refém de interesses instalados. Deixamos que outros nos governassem e nos tirassem já certos direitos adquiridos, fruto de muitas lutas e de uma Revolução. O LIVRE surgiu para combater e contrariar essa tendência e mostrar que é possível fazer uma nova revolução, dentro da democracia, alterando a forma de fazer politica. Com a participação de todos os cidadãos como parte integrante da sociedade. Mas como? Passamos a explicar.

Estamos agora na fase das primarias abertas para a escolha dos deputados! No dia 25 de abril de 2015, começou o processo eleitoral para as primárias abertas, no LIVRE/Tempo de Avançar, cuja votação será nos dias 20 e 21 de junho de 2015, com as eleições para ordenação das listas de candidatos às legislativas deste ano. As primeiras primarias abertas para escolher deputados à Assembleia da República, e a segunda vez que acontece em Portugal. Sendo que as primeiras primárias abertas da democracia portuguesa foram efetuadas também pelo LIVRE na escolha dos candidatos ao Parlamento Europeu, (e não pelo PS, como muitos jornais teimosamente noticiam) O que foi um ponto de viragem na forma de fazer politica. Tirando o monopólio às direções partidárias. Resgatando o processo e devolvendo-o aos cidadãos, para escolher de quem entre os pares, melhor o representa. A ironia é que o LIVRE teve de se constituir partido para isso acontecer.

Tudo começou a ser delineado e materializado no Congresso Democrático das Alternativas, realizado no dia 5 de Outubro de 2012, depois seguiu-se O ESTADO SOCIAL É MÚSCULO, NÃO É GORDURA! Que foi o lema da conferência realizada no dia 11 de maio de 2013, em Lisboa. Participaram cerca de 580 pessoas, tendo marcado presença 17 organizações políticas, sociais e sindicais. A partir daqui tudo se desenhou muito rápido e com participação democrática dos cidadãos, que ajudaram desde o primeiro momento a construir uma alternativa viável, como raramente acontece na politica em Portugal. E desse descontentamento generalizado surgiu o LIVRE, que adotou a sua Declaração de Princípios em 16 de novembro de 2013, tendo elaborado o seu primeiro documento chamado Roteiro para a Convergência, um Documento de reflexão, em 23 de novembro de 2013. E logo a 19 de Dezembro de 2013 lançou o seu desafio à Diáspora. O Congresso fundador do LIVRE teve lugar no Porto, em 31 de janeiro, e 1 de fevereiro de 2014. Data simbólica onde em 1891, houve a primeira grande tentativa republicana de derrube da monarquia. E onde o LIVRE elegeu os seus órgãos estatutários para os próximos 2 anos. Que é constituído pela Assembleia, órgão máximo entre congressos, com 48 membros, pelo Conselho de Jurisdição, com 11 membros, e pelo Grupo de Contacto, que é constituído por 15 membros. E a 20 de Março de 2014 o Tribunal Constitucional deu luz verde à constituição e legalização do LIVRE como partido politico. O próximo passo desta história teve lugar no dia 6 de abril de 2014 com a realização das primeiras primárias abertas (já descrito em cima) a todos os que subscreverem o Manifesto Eleitoral do LIVRE, com vista ao Parlamento Europeu que se realizou a 25 de Maio de 2014. Onde o nosso representante Rui Tavares, não conseguiu ser eleito, mas no balanço das Eleições Europeias a avaliação foi positiva. O resultado eleitoral que o partido obteve nas eleições europeias, apesar de não ter conseguido eleger um eurodeputado, o LIVRE atingiu uma percentagem de 2,2%, representando mais de 70 mil votos. Estes valores são singulares na história da democracia portuguesa onde, com a exceção do PRD, nenhum outro partido teve um resultado similar na sua estreia em eleições. Por outro lado, o LIVRE atinge um valor expressivo no distrito de Lisboa (3,6%) e, particularmente, no concelho (5,4%), no qual se posiciona como a quinta força política. Também na Diáspora o partido alcança resultados relevantes, designadamente na Europa. Aqui no Porto, o LIVRE mobilizou no concelho 2.667 votos, ou seja, 2,88%, e no distrito 11.658 votos, alcançando 1,97%. De seguida, o LIVRE fez o seu I Congresso intitulado AGORA, O FUTURO, que foi realizado em Sintra a 5 de Outubro de 2014, outra data histórica, a Implantação da república, onde convidou todas as forças politicas de esquerda para dialogar. Começando ai a caminhada politica para a convergência da Esquerda e onde surgiu a candidatura cidadã LIVRE/Tempo de Avançar. Ratificada no II Congresso estatutário do Livre em 19 de abril de 2015.

Retornando ao segundo paragrafo, vimos que o LIVRE está em processo de escolha dos candidatos a candidatos, cujas candidaturas começaram a ser apresentadas a 25 de abril e que termina a 21 de maio, iniciando-se depois a campanha para debater os programas, e para dar a conhecer aos cidadãos os candidatos e as suas propostas. Dia 21 e 22 de junho será a votação, cuja ordenação irá estipular os lugares ocupados pelos candidatos nas listas às legislativas de 2015. Por isso ainda há tempo para todos os cidadãos que se identifiquem com os princípios do LIVRE/Tempo de Avançar poderem ser candidatos e poderem apresentar as suas ideias aos eleitores. Ainda há tempo de participar, tempo de envolver em algo que diz respeito a todos. Pois neste (ainda) novo século XXI, queremos uma democracia forte para o futuro, onde os partidos apresentem os candidatos escolhidos pelas bases, e não nas cúpulas do poder, onde um leque de dirigentes escolhe quem melhor sirva os seus interesses e não os interesses do povo, como manda a democracia.

Para isto acontecer muita coisa tem de mudar, muita coisa já foi feita, mas muito mais ainda falta fazer. Só com o empenho de todos os cidadãos poderemos ter verdadeiros representantes no Parlamento. Que sintam o ensejo das populações e que lutem por essas mudanças. Reutilizando o termo res publica, que significa «coisa do povo», algo que não é privado. E politiká, que é uma derivação de Polis, que como o termo designa, aquilo que é publico, e que não pode ser decidido por interesses privados. Muito menos instalados. E ainda mais se decidem os destinos da sociedade como um todo, com consequências muito nefastas, como temos vindo a constatar com quem nos tem governado ultimamente. Por isso é hora de mudar, e é tempo de avançar. Se cada cidadão avançar com uma ideia, seja uma obra que falta fazer na sua rua, um parque infantil na sua zona, uma biblioteca que faz falta na sua cidade, ou os novos representantes na sua Assembleia da Republica. É possível fazer acontecer. Como parte integrante na sociedade, cada cidadão tem em si um poder, que se despertado, mudará a forma de fazer politica em Portugal. E só por isso, o LIVRE/Tempo de Avançar já conseguiu um dos seus objetivos. Que é dar o poder de escolha aos cidadãos, não deixando mais que outros decidam o seu futuro.

Sérgio Monteiro
Membro e candidato LIVRE/Tempo de Avançar

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