“Choque frontal” dos GNR com o Psicopátria de 1986

Entrámos na máquina do tempo, aterrámos em 1986 e esbarrámos com o “Psicopátria”, dos GNR, álbum lançado há 30 anos e que fez emergir a banda portuense. Nesta viagem “pós moderna” que nos levou ao Rivoli completamente esgotado, como se nos sentíssemos a navegar num barco Rabelo a passar por baixo da ponte Luiz I – cenário da capa do disco ali patente em palco –, Rui Reininho, com um sentido de humor habitual, e seus pares, Toli César Machado e Jorge Romão, revisitaram temas como “Bellevue”, “Ao Soldado Desconfiado” ou “Dá Fundo”, mas “Efectivamente” é a âncora que nos impede de regressar às marés do presente e que deu aos GNR a patente de embaixadores do novo rock que, nos anos 80, se tentava impor na noite ribeirinha do Porto. Mas foi com “Choque frontal” que meia dúzia de mulheres saltaram das suas cadeiras e pularam para a primeira fila a dançar.

Sobrevivemos à “Cadeira eléctrica”, o tema de sucesso recente que fechou o concerto – a primeira parte esteve a cargo dos Lobo que apresentaram “Reverberação” –, o primeiro do ciclo Porto Best Of, que está a ser orientado por Miguel Guedes, dos Blind Zero, projeto cultural com o objetivo de promover a remontagem de álbuns emblemáticos da música e de músicos do Porto.

O próximo espetáculo deste ciclo é em maio com Dealema e Capicua.

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