Centro Cultural Vila Flor acolhe um espetáculo “Cheio” de tudo o que cabe na imaginação

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Filipa Francisco e Thorsten Gruetjen misturam o teatro-circo e a dança em Guimarães

O Pequeno Auditório do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, recebe hoje, às 22h00, o espetáculo “Cheio” que mistura várias linguagens num mesmo lugar. O teatro-circo e a dança contemporânea encontram-se aqui para dar ao público um espetáculo cheio de tudo.

Cheio” é uma criação artística de Filipa Francisco e Thorsten Gruetjen que cruza as linguagens do teatro-circo e da dança contemporânea. É um espetáculo que parte da improvisação das técnicas utlizadas nas performances do teatro-circo (o malabarismo, a manipulação de objetos ou a interação com o público), desenhando novos movimentos coreográficos, na procura de um diálogo profícuo entre as linguagens do teatro-circo e da dança-teatro.

O espetáculo desenvolve uma narrativa à volta da construção de um clown, tendo como referências e inspiração, para a elaboração deste personagem, figuras do cinema e da performance como Charlot, Monsieur Hulot (Jacques Tati), o palhaço Grock ou os saltimbancos de Fellini. É uma criação partilhada pela coreógrafa Filipa Francisco e por Thorsten Gruetjen, cabendo a este último o papel de intérprete que, num solo, procura encontrar o seu clown: quando o seu corpo descobre os movimentos e os gestos dá-se a grande transformação. Este será um espetáculo que se suporta na evolução dos movimentos físicos e coreográficos do intérprete, na utilização de materiais e objetos de manipulação do quotidiano (sacos de papel, bolas e cana de pesca) e numa relação próxima com os espetadores. 

Um intérprete que se transforma em clown. Um carrinho parceiro e cúmplice que guarda alguns objetos que se transmutam e ganham identidade própria. Objetos que são manipulados e utilizados de forma absolutamente inesperada. Podem tubos transformar-se em parceiro de um pas de deux? Pode um saco de papel ter peso suficiente para ser o fio condutor de um espetáculo? Em “Cheio” tudo pode acontecer e o público é convocado pelo intérprete a descobrir e explorar o seu processo de trabalho artístico.

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