Foi com um Estádio do Dragão praticamente repleto que o Futebol Clube do Porto recebeu e venceu o Moreirense. Foram 46.509 espectadores mais um, Casillas de seu nome, que só deixou esse estatuto para fazer duas defesas de grande nível em praticamente todo o encontro. No primeiro quarto de hora só deu FC do Porto, o domínio azul e branco foi avassalador. A partida teve o seu quê de inusitado, pois na altura do apito inicial a temperatura rondava os 33 graus centígrados, estamos a falar das 18h00 em Portugal Continental. Estavam decorridos 18 minutos, quando um cruzamento de Alex Telles foi prontamente correspondido pelo homem do jogo, Aboubakar, que cabeceou à boca da baliza, sem hipótese de defesa para o guardião Jhonatan. E logo após, num escasso hiato de apenas três minutos, o FC Porto ficou a duas bolas de distância dos de Moreira de Cónegos, com novo tento da autoria do camaronês, que após uma jogada insistente de bilhar em que Marega remata primeiro, a bola sobra para Óliver que também não consegue desfeitear o guarda-redes brasileiro do Moreirense, mas Aboubakar estava lá para fechar as contas do resultado com que acabou a primeira parte.

E a verdade é que se antecipava uma goleada que não chegou a acontecer de forma tão volumosa por duas ordens de factores: um desempenho de monta de Jhonatan e a intensa canícula que se fazia sentir e que refreou a velocidade dos processos atacantes da equipa portista. Mesmo antes do apito para o intervalo, a equipa azul e branca criou muito perigo para a baliza adversária, com remates aos perigosos ao 29, 30 e 35 minutos. Aos 38 minutos foi a vez de Casillas brilhar,o guarda-redes azul e branco rechaçou com os punhos uma bola proveniente de um livre bem marcado. As equipas recolheram às cabinas sem que mais nada se pudesse realçar.

A segunda parte foi jogada em ritmo bem mais relaxado, sem nunca se poder dizer que atingiu o nível da monotonia. O Moreirense raramente atacava e o FC Porto limitava-se a gerir a vantagem, sem contudo deixar de ter um olho na baliza adversária. Marega recebe uma bola e à meia volta remata em arco à baliza, a bola bate com estrondo no travessão, isto aos 71 minutos de jogo. Cinco minutos depois, Marcano recupera uma bola na intermediária portista e endossa-a para a dianteira, Aboubakar capta o esférico e galga território em direcção à baliza do Moreirense, com dois adversários a fazerem-lhe guarda-de-honra, o avançado remata para o lado esquerdo e exulta com o terceiro golo à sua conta. Ao minuto 81 Hernâni remata cruzado, mas uma vez mais o guardião do Moreirense, em muito bom nível, desvia a bola para canto. E finalmente aos 85 minutos, Arsénio proporciona a segunda grande defesa da tarde de Casillas através de uma ‘bomba teleguiada’ saiu dos pés do avançado ruivo do Moreirense.

Resultado justo, a premiar a equipa mais forte e a única que praticamente procurou a vitória. Aboubakar fez o hat-trick e parece estar nas nuvens neste período: ninguém contava com este começo de época do avançado camaronês. Sérgio Conceição segue invicto na competição. Manuel Machado vai lutar para não descer.

Estatística

Porto – Ataques/40; remates à baliza – 8; cantos – 14; faltas cometidas – 9; remates para fora – 8; remates ao ferro – 1; livres – 4, foras-de-jogo: 1

Moreirense – Ataques19/remates à baliza – 5; cantos – 2; faltas cometidas -10; remates para fora- 3; remates ao ferro – o; livres – 3; foras-de-jogo- 1

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