Alunos do Cerco “fundem” a arte e o ensino no Teatro Carlos Alberto

 

Foto de Susana Neves

Os alunos da Escola Básica e Secundária do Cerco do Porto juntam, no próximo sábado, no Teatro Carlos Alberto, a partir das 10h30, a arte ao ensino, numa iniciativa denominada por “Aulas Públicas” que resultam do projeto 10×10, promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian, em parceria com o Teatro Nacional São João.

O 10×10 teve início em julho, quando 10 duplas de professores e artistas – seis de Lisboa, duas no Porto e duas de Guimarães – participaram numa residência artística na Calouste Gulbenkian. Entre setembro e dezembro, as duplas trabalharam nas escolas, com alunos do 10º ano do ensino regular, partindo das matérias curriculares, com o objetivo de desenvolver estratégias de aprendizagem eficazes na captação de atenção e envolvimento dos estudantes.

Às 10h30, a primeira aula pública, Geometria e Preconceito, apresenta o resultado do trabalho do ator e encenador Nuno M. Cardoso e da professora de matemática Sandra Inês Santos.

Através da corporalização dos conceitos de simetria e vetores, são realizados jogos na matemática. Biologia é a disciplina que se segue, em Uma mentira cósmica e outros calhaus.

Com conceção do artista Miguel Horta e da professora Ana Pereira, a aula promove o espírito científico através da criação de uma “mentira cósmica”, a invenção de um planeta.

A última atividade antes do almoço é um debate, moderado por Elisabete Paiva, coordenadora do Serviço Educativo de A Oficina, outra das entidades parceiras do projeto.

A tarde é dedicada ao Português. Às 15h00, o artista João Girão e a professora Isabel Machado dão a aula Do meu caderno, projeto em que o ensino da poesia contemporânea é explorado através do desenho.

Segue-se Derivas (com) sentidas, concebido pela bailarina Elisabete Magalhães e pela professora Paula Cruz, que provoca o encontro com o “poema” pelo ritmo, pela respiração, pelo movimento, pela imagem, pelas cadeias intertextuais.

A iniciativa termina com um debate moderado por Manuela Melo, do Conselho Consultivo do Descobrir – Programa Gulbenkian Educação para Cultura e Ciência, no qual todo o público presente é convidado a participar.

 

 

 

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