A joelhada que virou tiro no pé

No dia 02 de Abril, assistimos a uma agressão ao árbitro do jogo Rio Tinto-Canelas, a contar para a fase de subida da Divisão de Elite da Associação de Futebol do Porto. O jogador Marco Gonçalves agrediu o árbitro José Rodrigues, que fracturou o nariz após sofrer uma joelhada. Este foi, entretanto, ouvido em Tribunal, em primeiro interrogatório judicial, saindo com Termo de Identidade e Residência.

Esta joelhada pode ter assinado a sentença de morte deste Canelas 2010, clube que tem estado envolto de enorme polémica e suspeição. Depois de várias conferências de imprensa a tentar “sacudir a água do capote” e de 2 jornadas iniciais em que o clube tentou transmitir uma imagem de fair play, de maior pacificação e aceitação das adversidades (especialmente depois da pesada derrota com o Desportivo das Aves B), este pode ter sido um momento fulcral, numa estrada que dificilmente terá retorno. E nem as atitudes e palavras da sua figura maior – Fernando Madureira, parecem surtir qualquer efeito perante a indesculpável atitude de um atleta, que impreterivelmente vê a sua carreira futebolística chegar ao fim. O próprio clube já referiu “nunca mais vestirá a camisola”, com inúmeras vozes a reivindicar um castigo exemplar para Marco Gonçalves.

Infelizmente tudo isto era previsível. O ambiente crispado e atento da comunicação social nos jogos do canelas, as sucessivas ameaças de greve, tudo consubstanciava uma bomba prestes a explodir. Urge então questionar: onde andavam a Federação, Joaquim Evangelista ou a Associação de Futebol do Porto até agora?

 

Diogo Soares Loureiro
Advogado-Estagiário da Sociedade de Advogados Nuno Cerejeira Namora, Pedro Marinho Falcão & Associados

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